Críticas

Delegado detona MP por uso de provas ilegais contra Augusto Melo

Falta de provas e tratamento desigual compõem dúvida

Sede do Ministério Público de São Paulo - Imagem: Divulgação

Jair Viana Publicado em 11/07/2025, às 20h14

A denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Augusto Melo, o presidente afastado do Corinthians, está sendo alvo de um furacão de críticas por supostas falhas graves e uma investigação que beira o escândalo. Especialistas e a defesa de Melo apontam inconsistências que lançam sombra sobre a acusação, levantando dúvidas sobre a lisura do processo que ameaça o Timão.

A denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Augusto Melo, o presidente afastado do Corinthians, está sendo alvo de um furacão de críticas por supostas falhas graves e uma investigação que beira o escândalo. Especialistas e a defesa de Melo apontam inconsistências que lançam sombra sobre a acusação, levantando dúvidas sobre a lisura do processo que ameaça o Timão.

A denúncia do MP, por si só, é alvo de críticas pela defesa de Melo. O advogado Ricardo Jorge ataca a denúncia, afirmando ser confusa, obscura e sem uma linha cronológica clara dos fatos. Essa falta de objetividade, diz a defesa, viola o sagrado direito de Melo se defender adequadamente, transformando a acusação em um quebra-cabeças ilegível.

O parecer do ex-delegado aponta outra falha grave: o prazo para as supostas vítimas – os intermediários Sandro dos Santos Ribeiro e "Toninho Duetos" – moverem ação já expirou. Pior: eles declararam publicamente que não querem processar ninguém. Isso significa, segundo especialistas, que a base da denúncia do MP pode estar podre, prestes a ruir por decadência.

A indignação contra o Ministério Público é forte. A defesa de Augusto Melo não esconde o desprezo, classificando o relatório policial e a denúncia como uma farsa sem provas concretas, uma narrativa genérica e frágil que mancha a credibilidade do órgão. Nas redes sociais, a torcida organizada Gaviões da Fiel e milhares de corintianos explodem de raiva, exigindo explicações e atacando a condução sensacionalista do caso, especialmente a associação forçada com o PCC, vista como um golpe baixo para chocar a opinião pública.

Outro questionamento ao MP trata da exclusão do ex-diretor jurídico Yun Ki Lee da denúncia. "Se ele escapou por falta de provas de dolo, como o MP pode sustentar acusações tão pesadas contra os outros?" Essa contradição flagrante alimenta a suspeita de uma investigação inconsistente e seletiva.

Enquanto o MP acusa Melo e outros de desviar R$ 1,4 milhão da VaideBet e pede uma indenização de R$ 40 milhões ao Corinthians, a pergunta que não quer calar é: sobre que alicerces, frágeis e questionáveis, está construída essa denúncia? O parecer técnico devastador, a ilegalidade nas provas, a denúncia confusa e o prazo vencido pintam um quadro sombrio de precipitação e possível incompetência.

Agora, a bola está com a Justiça. Um juiz decidirá se essa denúncia, cercada de tantas polêmicas e sob fogo cruzado de críticas técnicas devastadoras, merece sequer virar processo. O Corinthians e sua torcida aguardam, apreensivos, enquanto o Ministério Público de São Paulo se vê obrigado a enfrentar um turbilhão de desconfiança que ameaça desmoralizar sua atuação neste caso explosivo.

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