Fábio Behrend Publicado em 06/02/2026, às 09h00
Imagine um projeto criado pelos fundadores da XP, do Nubank e da Stone, voltado a fomentar educação empreendedora e criar um hub que reúna, no mesmo espaço, startups, universidades, empreendedores, líderes empresariais e governos. Pois foi o que Guilherme Benchimol, David Vélez e André Street apresentaram ontem ao prefeito Ricardo Nunes.
As empresas do trio são concorrentes diretas no mercado financeiro, mas nesse projeto o investimento será dos CPFs, não dos CNPJs. Segundo Geraldo Samor , do Brazil Journal, os empresários querem contribuir para causar impacto direto “na educação, na sociedade e na economia do país”.
Consegui apurar que as chances de São Paulo ser escolhida pelos empresários é alta. “Não está fechado ainda, mas acho que está na casa dos 90%”, me disse uma fonte. Porém, acontece que, novamente segundo o Geraldo Samor, os 3 donos do capital “ainda não decidiram se a sede será em São Paulo ou no Rio de Janeiro”. Aguardemos...
Fundada e coordenada pelo filósofo Marcelo Sando, a Frente Cidadã pela Despoluição Sonora, que tem diálogo aberto na prefeitura, conseguiu chamar a atenção do Governo Federal e do Congresso Nacional. Em reunião essa semana em Brasília, Sando, acompanhado do vereador Toninho Vespoli, foi recebido na Secretaria Geral da Presidência pelo titular da pasta, Guilherme Boulos e por representantes dos ministérios da Saúde e Meio Ambiente, que prometeram apoiar o PL 225/2026, protocolado essa semana no Congresso Nacional pela deputada Tabata Amaral. O texto, construído em parceria com a Frente Cidadã, cria a Política Nacional de Despoluição Sonora.
Marcelo Sando lembra que desde a década de 1960 vários países do mundo tratam a poluição sonora não apenas como uma questão de direito ao sossego e ao descanso. “Estamos tratando a poluição sonora diretamente com o Governo Federal como aquilo que ela realmente é: um grave problema de saúde pública. Saímos muito confiantes de que este será o ano em que o Brasil começará a enfrentar o excesso de barulho com a seriedade e a urgência que o tema exige”.
Edison Farah, da Viva o Centro, comemora o avanço da discussão sobre o barulho. “É uma luta de toda a sociedade. Conseguimos que a prefeitura acabasse com as madrugadas de raves no Anhangabaú e agora, com a Frente Cidadã da qual fazemos parte, damos mais um passo importante para garantir a saúde e o direito ao descanso. Nossas bandeiras, aos poucos, vão sendo hasteadas também pelo poder público”, afirmou.
Outra ação anunciada pela prefeitura essa semana, a criação da “Times Square Paulistana”, também foi comemorada na Viva o Centro. O urbanista Gil Carvalho, que havia apresentado projeto semelhante no ano passado, mas voltado a outro ponto da cidade, diz ter imaginado a Times Square Paulistana como uma nova identidade visual para a cidade. “São Paulo não é a Ponte Estaiada, precisa de uma identidade própria, histórica. Imaginei o Viaduto do Chá, entre as praças do Patriarca e Ramos de Azevedo, que liga o velho ao novo na cidade. Mas a São João com a Ipiranga também tem méritos culturais. Depois de décadas de abandono, as coisas estão acontecendo e isso é fantástico”, disse o diretor de Planejamento Estratégico da associação.
Na primeira sessão do ano, só dois assuntos na CPI do Jockey. O primeiro foi a aprovação do envio de ofício ao 4º Cartório de Registro de Imóveis para que informe sobre toda e qualquer movimentação imobiliária de aquisição ou venda de imóveis relacionada ao clube. O segundo assunto gerou um certo desconforto e...
A próxima reunião da comissão, na terça, será fechada. Os vereadores vão decidir se contratam ou não uma auditoria independente para auxiliar na investigação. Tudo porque os 3 procuradores designados pela PGM não podem auxiliar diretamente na investigação, pois são advogados de uma das partes, justamente, a Prefeitura de São Paulo.