França e Espanha decidem vaga na final da Copa do Mundo

Com Mbappé em fase artilheira e a Espanha mantendo a base que eliminou a Bélgica, duelo desta terça feira define o primeiro finalista do Mundial de 2026

Jogadores de França e Espanha se preparam para a semifinal da Copa do Mundo de 2026, marcada para esta terça feira, 14 de julho, no AT&T Stadium, na região de Dallas, nos EUA - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Silva Publicado em 14/07/2026, às 15h04

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França e Espanha entram em campo nesta terça feira, 14 de julho de 2026, às 16h, pelo horário de Brasília, no AT&T Stadium, na região de Dallas, nos Estados Unidos, para decidir o primeiro finalista da Copa do Mundo de 2026. A partida vale vaga na decisão contra o vencedor de Argentina e Inglaterra, que se enfrentam na quarta feira, 15 de julho, também às 16h. Em caso de empate no tempo normal, haverá prorrogação e, se a igualdade persistir, disputa por pênaltis.

O confronto reúne duas campeãs mundiais em momentos de força. A França chega invicta, com sete vitórias em sete jogos, 14 gols marcados e apenas dois sofridos. A equipe de Didier Deschamps passou por Marrocos, Paraguai e Suécia nas fases eliminatórias e tem em Kylian Mbappé sua principal referência ofensiva. O camisa 10 francês soma oito gols na competição e divide a artilharia do torneio com Lionel Messi.

A Espanha, por sua vez, aposta no controle de jogo, na força do meio campo e em uma defesa que sofreu apenas um gol em toda a Copa. A equipe de Luis de la Fuente eliminou Áustria, Portugal e Bélgica antes de chegar à semifinal. Nas quartas, venceu os belgas por 2 a 1, resultado que confirmou a boa fase da seleção e também reforçou o peso de Mikel Merino, decisivo nas últimas classificações espanholas.

Para a semifinal, De la Fuente decidiu manter a estrutura usada contra a Bélgica. A principal decisão está no meio campo, onde Fabián Ruiz segue como titular e Pedri começa no banco. O treinador também preservou o trio ofensivo formado por Lamine Yamal, Álex Baena e Oyarzabal, mesmo diante da expectativa por possíveis mudanças.

A Espanha vai a campo com Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Lamine Yamal, Álex Baena e Oyarzabal. O desenho espanhol reforça a tentativa de controlar a posse, acelerar pelos lados e proteger a defesa contra a velocidade francesa.

Do outro lado, a França também chega com força máxima em seus principais setores. Deschamps escala Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Digne; Tchouaméni, Rabiot e Olise; Dembélé, Barcola e Mbappé. A presença de Barcola no ataque aumenta a capacidade de profundidade da equipe francesa, especialmente para atacar os espaços nas costas da linha defensiva espanhola.

O duelo coloca frente a frente estilos diferentes. A Espanha tenta impor circulação de bola, paciência e ocupação territorial. A França, mais vertical, tem uma das transições ofensivas mais perigosas da Copa, com Dembélé, Barcola e Mbappé capazes de transformar uma recuperação defensiva em chance clara de gol em poucos segundos.

O histórico recente também aumenta o peso da partida. Espanha e França se enfrentaram em duas semifinais recentes, com duas vitórias espanholas: 5 a 4 na Liga das Nações de 2025 e 2 a 1 na Eurocopa de 2024. Antes disso, a França havia vencido a Espanha na final da Liga das Nações de 2021 por 2 a 1, com Mbappé marcando o gol do título.

Em Copas do Mundo, o único encontro anterior entre as seleções aconteceu nas oitavas de final de 2006, na Alemanha. Na ocasião, a Espanha abriu o placar com David Villa, mas a França virou e venceu por 3 a 1, com gols de Ribéry, Vieira e Zidane.

A arbitragem será de Iván Barton, de El Salvador. Os assistentes serão David Moran, também de El Salvador, e Antonio Pupiro, da Nicarágua. O VAR ficará sob responsabilidade de Tomasz Kwiatkowski, da Polônia. A transmissão no Brasil será feita pela CazéTV.

Mais do que uma semifinal, França x Espanha é um choque entre duas seleções que chegam com autoridade à reta final do Mundial. De um lado, a contundência francesa e o protagonismo de Mbappé. Do outro, a organização espanhola, a solidez defensiva e uma geração que tenta recolocar o país em uma final de Copa pela primeira vez desde o título de 2010.

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