Atleta de 43 anos está detido sem possibilidade de fiança e pode enfrentar penas severas que podem ultrapassar 50 anos de prisão
Lívia Gennari Publicado em 24/06/2025, às 16h55
O ex-jogador de futebol Marcelo Saragosa, de 43 anos, foi preso na última sexta-feira (20) em Greenbrier, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, sob acusações graves de agressão sexual e sequestro. Ele permanece detido na Southern Regional Jail, sem direito à fiança para parte das acusações.
Segundo as autoridades locais, Saragosa teria forçado a vítima a manter contato sexual sem consentimento. De acordo com a legislação da Virgínia Ocidental, onde Marcelo Saragosa foi preso, as acusações de agressão sexual e sequestro são consideradas crimes graves.
A pena para agressão sexual pode variar de 5 a 20 anos de prisão, enquanto o sequestro pode resultar em até 30 anos de reclusão, dependendo das circunstâncias do caso. Somadas, as penalidades podem chegar a várias décadas de prisão, caso Saragosa seja condenado em todas as acusações.
Carreira
Natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Marcelo Saragosa construiu uma carreira no futebol brasileiro e internacional. Revelado pelo São Paulo Futebol Clube em 2003, atuava como volante e, ao longo de sua trajetória, também passou pelo Náutico, em 2005.
Pouco tempo depois, Saragosa foi transferido para os Estados Unidos, onde defendeu equipes como Los Angeles Galaxy e Tampa Bay Rowdies. Após encerrar a carreira como jogador, em 2019, Saragosa assumiu a função de Diretor de Operações de Futebol no Austin Bold FC, time da segunda divisão norte-americana.
Até o momento, a defesa do ex-jogador não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Violência sexual no mundo do futebol
Infelizmente, Marcelo Saragosa não é o primeiro nome do futebol a se envolver em casos de agressão sexual ou violência contra mulheres. Nos últimos anos, diversos jogadores e ex-atletas tiveram seus nomes associados a denúncias e prisões relacionadas a esses crimes.
Um dos casos mais emblemáticos foi o do ex-jogador Robinho, condenado em segunda instância na Itália por estupro coletivo ocorrido em 2013. Embora recorra da decisão, Robinho enfrenta um processo judicial que tem impactado significativamente sua carreira e imagem. O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o dia 6 de agosto o julgamento do recurso apresentado pela defesa do ex-jogador santista.
Outro caso que chamou atenção foi o do goleiro Bruno Fernandes de Souza, condenado no Brasil pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, crime que envolve sequestro, homicídio e violência contra a mulher. Atualmente, Bruno cumpre pena em liberde condicional, após decisão da Justiça do Rio de Janeiro, que em janeiro de 2023, concedeu o benefício após ele cumprir cerca de dois terços da pena e demonstrar bom comportamento durante o regime semiaberto domiciliar.
Ainda no cenário nacional, o ex-jogador Daniel Alves também foi acusado e chegou a ser condenado na Espanha por agressão sexual. No entanto, em março de 2025, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha anulou sua condenação, citando “insuficiência de provas” e inconsistências no depoimento da vítima em comparação com imagens de câmeras de segurança, o que levou à absolvição do atleta.
Tais casos ressaltam a importância de combater a violência contra a mulher e assegurar que todas as vítimas tenham acesso à justiça de forma efetiva e imparcial.