Virginia Fonseca depõe na CPI das Bets e teme constrangimento durante sessão no Senado
Manoela CardozoA influenciadora digital e empresária Virginia Fonseca compareceu ao Senado Federal na manhã de terça-feira (13) para prestar depoimento como testemunha na Comissão Parlamentar Publicado em 13/05/2025, às 11h45
A influenciadora digital e empresária Virginia Fonseca compareceu ao Senado Federal na manhã de terça-feira (13) para prestar depoimento como testemunha na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o mercado de apostas virtuais, a chamada CPI das Bets. Ao lado do marido, o cantor Zé Felipe, Virginia chegou acompanhada também por seu advogado, que garantiu a ela, com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o direito de permanecer em silêncio caso alguma pergunta possa gerar autoincriminação.
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— CNN Brasil (@CNNBrasil) May 13, 2025
A autorização foi concedida pelo ministro Gilmar Mendes, que determinou que a empresária não poderá ser coagida nem ameaçada durante seu depoimento, e que deverá ser tratada com respeito por todos os parlamentares. O magistrado também garantiu que Virginia tenha suporte jurídico durante toda a oitiva. Por outro lado, o STF não aceitou o pedido da defesa que solicitava o direito de a influenciadora não ser obrigada a se comprometer com a verdade.
De acordo com a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da comissão e autora do pedido de convocação, a presença da empresária se justifica pela grande audiência que ela possui nas redes sociais e pela atuação direta em campanhas de divulgação relacionadas a jogos de azar e apostas online. O requerimento foi aprovado ainda em dezembro de 2024.
A defesa de Virginia argumentou ao STF que a influenciadora tinha receio de passar por situação semelhante à de outro convocado, que foi preso em flagrante após supostamente mentir durante uma sessão da CPI realizada em segunda-feira (29) de abril. “A paciente [Virginia] tem o fundado receio de sofrer situação semelhante, durante o seu depoimento perante a CPI das Bets, agendado para o dia 13 de maio de 2025, às 11h00, sendo este remédio constitucional o único meio de evitar a ocorrência de flagrante constrangimento ilegal, nos termos a seguir demonstrados”, justificou a defesa no pedido.