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SBT demite jornalista com câncer e “silêncio total” da emissora causa revolta

Uma funcionária do SBT que enfrenta um câncer desde 2019 foi demitida

SBT demite jornalista com câncer e “silêncio total” da emissora causa revolta - Imagem: Reprodução/Twitter/X

Manoela Cardozo Publicado em 08/01/2025, às 12h47

Na segunda-feira (06), uma funcionária do SBT que enfrenta um câncer desde 2019 foi demitida, gerando grande repercussão. A jornalista, que atuava na produção do SBT Brasil, luta contra a doença que começou no pulmão e se espalhou para o cérebro. Sua sobrevivência depende de um tratamento viabilizado pelo convênio médico da empresa, que agora está em risco com o desligamento.

A ex-funcionária, que preferiu não se identificar, expressou preocupação com o futuro após a demissão. Segundo ela, o SBT permanece em silêncio sobre o caso. "Ninguém me procurou [após a publicação da matéria]. Muitos colegas me ligaram prestando solidariedade, mas o diretor [de jornalismo, Leandro Cipoloni] não me procurou, nem o jurídico. Silêncio total", desabafou.

Daniela Beyruti, presidente do SBT e filha de Silvio Santos, se manifestou no Instagram, afirmando não estar ciente da situação e prometendo investigar. Apesar disso, até o fim desta terça-feira (7), a emissora não emitiu nenhum posicionamento oficial.

A jornalista planeja buscar ajuda judicial. “Meu advogado reuniu os documentos e deve entrar com um pedido de reintegração na Justiça. O Sindicato dos Jornalistas também pediu uma reunião com a TV, mas até agora nada. O canal disse apenas que está estudando como reverter o caso”, informou. O Sindicato dos Jornalistas também acompanha a situação.

A funcionária, de 48 anos, revelou que precisa de um medicamento caro, chamado lorbrena, que custa até R$ 40 mil mensais e não está disponível no SUS. Graças ao convênio médico, ela consegue acesso ao tratamento no Hospital Sírio Libanês, que tem controlado a progressão da doença.

“Perder o convênio, pra mim, é uma sentença de morte. Fiquei apavorada, sem o convênio não consigo continuar o tratamento”, lamentou. O SBT teria garantido a manutenção do convênio por seis meses, mas, após esse período, ela precisaria arcar com os custos. “Eles falaram que não têm obrigação de manter o convênio. Pedi pelo amor de Deus pra me deixar com o convênio, senão posso morrer”, relatou, em desespero.

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