Ex-médico de 82 anos cumpre pena de 173 anos por crimes sexuais
Gabriela Nogueira Publicado em 26/12/2025, às 10h43
A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, de 82 anos, apresentou à Justiça de São Paulo um novo pedido de prisão domiciliar com base em razões humanitárias. Os advogados afirmam que o estado de saúde do condenado inspira cuidados e que a permanência dele na Penitenciária de Tremembé representa risco elevado à sua vida.
Abdelmassih cumpre pena de 173 anos de prisão por crimes sexuais cometidos contra 37 pacientes entre 1995 e 2008. Mesmo após a condenação, ele sempre negou as acusações. Atualmente, está detido na unidade prisional do interior paulista conhecida por abrigar presos de grande repercussão.
No pedido protocolado no último dia 12 de dezembro, a defesa destaca que o ex-médico é portador de cardiopatia isquêmica e já passou por procedimentos cardíacos que resultaram na colocação de seis stents. Exames recentes, segundo os advogados, identificaram novas obstruções consideradas graves nas artérias do coração.
Ainda de acordo com a petição, avaliações médicas indicam a possibilidade de implantação de um marcapasso devido a episódios de arritmia. O laudo citado pela defesa aponta risco de morte súbita, o que motivou a renovação do pedido de prisão domiciliar.
A advogada Larissa Abdelmassih, que também é esposa do condenado, sustenta que a medida é necessária para preservar direitos fundamentais, como vida, saúde e dignidade. Ela argumenta que o tratamento adequado exigiria acompanhamento médico contínuo, o que, segundo a defesa, não seria plenamente garantido no ambiente prisional.
Este não é o primeiro pedido feito com esse fundamento. Em 2023, a Justiça já havia negado solicitação semelhante. O Ministério Público voltou a se manifestar contra a concessão da prisão domiciliar humanitária, reforçando o posicionamento contrário à mudança no regime de cumprimento da pena.
O novo requerimento segue em análise pela Justiça paulista, que ainda não definiu prazo para decisão.