Billy Zane relembrou um dos episódios mais controversos dos bastidores do clássico de James Cameron e confirmou que dezenas de integrantes da produção consumiram, sem saber, alimento contaminado com uma substância alucinógena.
Redação Publicado em 20/07/2026, às 10h58
Quase três décadas após o lançamento de Titanic, um dos episódios mais polêmicos envolvendo os bastidores do filme voltou a ganhar repercussão. O ator Billy Zane, que interpretou o vilão Cal Hockley, confirmou que membros do elenco e da equipe técnica foram intoxicados após consumirem uma refeição contaminada com fenciclidina (PCP), droga alucinógena conhecida como "pó de anjo".
A revelação foi feita durante participação no podcast Brotherly Love, apresentado por Joey, Matt e Andy Lawrence. Segundo o ator, o caso ocorreu em 8 de agosto de 1996, no último dia de gravações na província da Nova Escócia, no Canadá.
Na ocasião, cerca de 80 pessoas precisaram de atendimento médico depois de ingerirem alimentos contaminados sem qualquer conhecimento prévio. Entre os afetados estavam o diretor James Cameron e o ator Bill Paxton, que interpretou o explorador Brock Lovett e faleceu em 2017.
Billy Zane afirmou que não estava presente no momento do incidente, mas garantiu que a história é verdadeira e já era conhecida entre os integrantes da produção.
"Não me lembro se era mingau de aveia ou sopa de mariscos, mas aconteceu, sim. Quem percebeu rapidamente o que estava acontecendo resolveu esperar o efeito passar. Já quem não entendeu ficou completamente apavorado", afirmou o ator.
Segundo relatos da época, a substância foi misturada à refeição servida para a equipe. A fenciclidina (PCP) foi originalmente desenvolvida como anestésico, mas acabou sendo proibida para uso humano devido aos seus fortes efeitos alucinógenos. Entre os sintomas estão alterações motoras, confusão mental, paranoia, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, podendo provocar convulsões e perda de consciência em casos graves.
O episódio já havia sido relatado anteriormente por Bill Paxton, que descreveu o ambiente como caótico.
"Havia pessoas rindo, outras chorando e muitas vomitando", contou o ator em entrevista concedida anos atrás à revista Entertainment Weekly.
O caso nunca teve um responsável oficialmente identificado, tornando-se um dos maiores mistérios envolvendo a produção de um dos filmes mais premiados da história do cinema.