Declaração de padre Fábio de Melo reacendeu polêmica com ex-gerente de cafeteria
Manoela Cardozo Publicado em 15/05/2025, às 11h19
Um novo capítulo da polêmica entre o padre Fábio de Melo e o ex-gerente de uma cafeteria em Joinville veio à tona nesta semana, após novas declarações do religioso e do profissional envolvido, Jair José Aguiar da Rosa. A discussão teve início após um episódio ocorrido no sábado (10), na unidade da cafeteria Havanna, quando um produto teve preço divergente entre a prateleira e o caixa.
O padre afirmou que sua intenção, ao relatar o ocorrido, não era causar prejuízos ao gerente, que acabou sendo desligado da função.
“Lamento muito que ele tenha sido demitido, não sei o histórico dele, como ele liderava a loja. Só dei o testemunho que nenhum estabelecimento comercial está acima da Lei do Direito do Consumidor, nenhum gerente tem o direito de decidir qualquer coisa que contrarie isso”, declarou.
Em resposta à acusação de ter mentido sobre os fatos, feita publicamente por Jair, Fábio rebateu. "Não tenho nenhuma necessidade de mentir. Já que ele menciona as câmeras de segurança para dizer que não houve desrespeito, ele tem dito que eu nem vi o preço do doce de leite. Peguem as mesmas câmeras e vão ver que quem foi até a estante pegar o doce de leite fui eu", afirmou.
O padre explicou que ele mesmo pegou o produto e o entregou ao rapaz que estava com ele para realizar o pagamento. Quando foi chamado para esclarecer a diferença de preço, presenciou uma discussão entre o gerente e funcionárias. “Nisso, o gerente começou a querer saber quem foi que pôs o preço errado, começou uma pequena discussão com as funcionárias quando, eu acho que, naquele momento, não era hora de discutir quem pôs o preço errado, era hora de vir falar com a gente”, contou.
Segundo Fábio, em momento algum houve conversa direta entre ele e Jair. “Ele não trocou nenhuma palavra comigo, nem eu com ele. Ele veio e falou alto, para todo mundo ouvir, ‘o preço é esse. Quem quiser levar, que leve, não posso mudar no meu sistema’. Ponto, foi só isso que aconteceu”, relatou.
Jair Rosa, por sua vez, relatou que soube da demissão apenas pelas redes sociais, no domingo (11). Um vídeo publicado por um padre chamado Fabrício Bernardo, amigo do dono da franquia, causou repercussão. “O senhor passou por uma experiência meio complicada, e com razão. Mas a especificação de um preço errado, e a forma como uma pessoa te abordou não corresponde a uma empresa, não corresponde à franquia, não corresponde, podemos dizer, à vida daquele lugar. Foi uma pessoa que fez isso com o senhor: o gerente que foi desligado”, disse Fabrício no vídeo, que mais tarde foi deletado.
O ex-gerente afirmou que tentou confirmar a informação com um dos sócios, que negou naquele momento. Porém, na segunda-feira (12), após abrir a loja normalmente, Jair foi surpreendido ao saber que estava oficialmente demitido, informação que obteve através de uma matéria da imprensa local.
“Não fiquei sabendo da demissão pela empresa, mas pela internet, o que me deixou mais constrangido ainda. Enquanto todos já sabiam da minha demissão, a empresa ainda não tinha se manifestado”, desabafou.
Jair também reclamou da falta de apoio da empresa. “Tanto a Havanna Joinville quanto a Brasil não me procuraram para conversar comigo. Nenhum advogado da empresa veio me dar apoio, me dar suporte. Eles, simplesmente, jogaram toda a culpa em cima de mim para poder abafar o caso e limpar o nome da loja”, afirmou.
Ainda segundo ele, a decisão do desligamento partiu da Havanna Brasil e não dos donos da loja local. Apesar disso, um dos sócios teria dito a ele que acreditava em sua conduta e o considerava um bom profissional.