Processo contra apresentadoras

Ação contra Virginia Fonseca, Adriane Galisteu e Betano tem novos desdobramentos na Justiça

Autor do processo pede acesso a contratos publicitários, solicita perícias e altera parte dos argumentos apresentados na ação contra a plataforma de apostas e as apresentadoras

Autor de ação contra Virginia e Galisteu pede contratos da Betano à Justiça - Imagem: Divulgação

Julio Cezar Souza Publicado em 20/07/2026, às 11h37

A disputa judicial envolvendo a influenciadora Virginia Fonseca, a apresentadora Adriane Galisteu e a plataforma de apostas Betano ganhou novos capítulos após o autor da ação, Eliudson de Lima Silva, protocolar uma réplica com novos pedidos à Justiça no último dia 8.

Na manifestação, Eliudson contestou a defesa apresentada por Adriane Galisteu, que alegou ter iniciado sua parceria com a Betano apenas meses após o período em que o autor realizou as apostas. Segundo ele, essa informação, por si só, não afasta eventual responsabilidade da apresentadora, defendendo que apenas a apresentação do contrato de publicidade poderá esclarecer a data exata do vínculo entre as partes.

Pedido de exibição de contratos

Entre os novos requerimentos, o autor solicita que a Justiça determine a apresentação do contrato firmado entre Adriane Galisteu e a Kaizen Gaming, empresa responsável pela operação da Betano.

Segundo Eliudson, o documento poderá esclarecer se a remuneração da apresentadora estava vinculada ao desempenho financeiro da plataforma ou aos prejuízos acumulados pelos usuários. Caso essa hipótese seja confirmada, ele sustenta que a prática poderá caracterizar publicidade abusiva.

Na petição, o autor também menciona que esse tipo de modelo de remuneração já foi discutido durante os trabalhos da CPI das Bets.

Mudança na argumentação

A réplica também modifica parte da tese apresentada inicialmente no processo. Diferentemente da ação original, Eliudson reconhece que a atividade das empresas de apostas esportivas é legal e regulamentada no Brasil.

Ainda assim, ele afirma que Virginia Fonseca, Adriane Galisteu e a Betano teriam descumprido normas relacionadas à publicidade responsável ao divulgar as apostas como uma alternativa de investimento e uma forma de melhorar a situação financeira dos consumidores.

Perícias e redução do valor da ação

O autor também pediu a realização de perícia médica para investigar se existe relação entre sua atividade nas apostas e os problemas psiquiátricos que afirma ter desenvolvido após as perdas financeiras.

Além disso, requereu uma perícia técnica para analisar o funcionamento da plataforma Betano e verificar aspectos relacionados à operação do sistema.

Outro ponto da manifestação foi a revisão do valor da causa. Inicialmente fixada em R$ 324 mil, a ação passou a ter valor aproximado de R$ 118 mil, após o autor reconhecer que a quantia anteriormente apresentada não correspondia ao prejuízo efetivamente comprovado.

Entenda o caso

A ação foi ajuizada em junho de 2025 por Eliudson de Lima Silva, que afirma ter investido cerca de R$ 56 mil em apostas após ser influenciado por campanhas publicitárias veiculadas pelas duas personalidades.

Segundo o processo, o dinheiro correspondia às economias destinadas à compra da casa própria. Após perder o valor, Eliudson afirma ter recorrido a empréstimos na tentativa de recuperar o prejuízo, o que agravou sua situação financeira e teria provocado problemas de saúde.

Na ação, ele sustenta que Virginia Fonseca promovia as apostas como uma forma simples de enriquecimento e cita declarações prestadas pela influenciadora durante a CPI das Bets. Adriane Galisteu, por sua vez, foi incluída no processo por atuar como embaixadora da Betano durante parte das campanhas publicitárias da empresa.

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