Neste domingo (9), mais de 4,8 milhões de candidatos se preparam para participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. É essencial que todos fiquem atentos às regras e horários estabelecidos para a realização das provas, que ocorrerão em duas datas: 9 e 16 de novembro.
Nas cidades paraenses de Belém, Ananindeua e Marituba, as provas foram remarcadas para os dias 30 de novembro e 7 de dezembro, devido a questões logísticas locais.
Os portões dos locais de prova abrirão ao meio-dia e serão fechados rigorosamente às 13h. Após esse horário, nenhum candidato poderá entrar. As provas terão início pontualmente às 13h30 (horário de Brasília).
Nos estados com fuso horário diferente, o exame começará em horários ajustados:
- Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: início às 12h30 (horário local);
- Acre: início às 11h30, duas horas antes do horário oficial de Brasília.
A estrutura das provas será dividida em dois dias:
- 📘 Primeiro dia (9 de novembro) – 90 questões objetivas nas áreas de Linguagens (incluindo 40 de Língua Portuguesa e 5 de Língua Estrangeira – inglês ou espanhol), Ciências Humanas e a redação. O tempo total será de 5 horas e 30 minutos, com término previsto para as 19h.
- 📗 Segundo dia (16 de novembro) – mais 90 questões sobre Matemática e Ciências da Natureza, com duração de 5 horas e encerramento às 18h30.
A saída das salas será permitida apenas a partir das 15h30. Contudo, o caderno de questões só poderá ser levado pelos candidatos nos últimos 30 minutos de prova — após as 18h30 no primeiro dia e 18h no segundo.
Possíveis temas da redação do Enem 2025
Professores de duas instituições de ensino, localizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, apontaram os possíveis temas para a redação do Enem 2025.
“As provas recentes mostram que o Enem privilegia temas sociais ligados à cidadania, aos direitos humanos e à valorização da diversidade. Assuntos contemporâneos, como o impacto das tecnologias e os desafios da saúde mental, também podem ser abordados, pois reforçam o interesse em estimular o pensamento crítico”, explicou a coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Colégio Espírito Santo, Cristiane Imperador.
Confira:
- 🧱 Desafios no acesso à moradia digna: O Brasil enfrenta um déficit habitacional de cerca de 5,9 milhões de domicílios em 2025, segundo a Fundação João Pinheiro. Apesar de uma leve melhora desde 2022, há aumento na população em situação de rua, segundo a UFMG, o que reforça a necessidade de políticas públicas de habitação e urbanização inclusiva.
- 🤖 Ética no uso da inteligência artificial: A IA tem papel crescente em decisões que impactam a vida humana. O debate envolve preconceitos algorítmicos, transparência e responsabilidade ética no uso dessas tecnologias.
- 🌎 Desafios ambientais relacionados à gestão de resíduos: O Brasil gera cerca de 80 milhões de toneladas de lixo por ano, mas apenas 4% é reciclado (dados da Abrelpe). O descarte incorreto causa impactos ambientais e sanitários e exige políticas de reciclagem e conscientização.
- 🧩 Acessibilidade nas escolas brasileiras: A inclusão vai além da estrutura física — envolve materiais didáticos adaptados, tecnologia assistiva e capacitação docente para acolher estudantes com deficiência.
- 💭 Pressões estéticas sobre adolescentes: Segundo o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, 23,5% dos adolescentes brasileiros apresentam sinais de transtornos alimentares, número que ultrapassa 30% entre meninas. A influência das redes sociais intensifica essa crise de autoestima e saúde mental.
- 🪶 Preservação dos saberes tradicionais brasileiros: O Brasil abriga 1,7 milhão de indígenas e 1,3 milhão de quilombolas, mas muitos ainda vivem sem reconhecimento territorial oficial. O tema propõe refletir sobre preservação cultural e inclusão social.
- 🔗 Reintegração dos egressos do sistema prisional: Com 900 mil presos e taxa de reincidência de 37,6%, o país enfrenta desafios na reintegração social e profissional dos ex-detentos, exigindo políticas de educação e empregabilidade.
- ⚒️ Combate ao trabalho análogo à escravidão: Apesar de ilegal, o trabalho escravo contemporâneo ainda ocorre em várias regiões do Brasil. O tema propõe refletir sobre o legado histórico da escravidão e a fiscalização trabalhista.