Clima

Aulas no Rio Grande do Sul são suspensas por calor extremo

Decisão judicial garante segurança da comunidade escolar até nova data em fevereiro

Decisão judicial garante segurança da comunidade escolar até nova data em fevereiro - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 10/02/2025, às 14h53

O início das aulas na rede estadual do Rio Grande do Sul foi suspenso por determinação judicial, em resposta a um pedido do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers), devido às elevadas temperaturas registradas na região. Inicialmente, o retorno às atividades escolares estava agendado para esta segunda-feira (10), mas, caso a decisão não seja revertida, a expectativa é que as aulas sejam iniciadas apenas no dia 17 de fevereiro.

O governo gaúcho já protocolou um recurso contra essa decisão liminar, através da Procuradoria-Geral do Estado. Neste momento, o caso se encontra sob análise da Justiça, que deverá determinar a nova data para o começo do ano letivo.

Em conformidade com a ordem do Tribunal de Justiça, as atividades escolares foram suspensas em todas as 2.320 instituições da rede estadual nesta segunda-feira. No entanto, o governo enfatizou que está preparado para fornecer atualizações sobre a situação assim que houver novos desdobramentos.

A justificativa apresentada pelo Cpers para o adiamento baseia-se em um alerta da MetSul Meteorologia que aponta para um "alto risco de calor extremo", prevendo temperaturas incomuns e excepcionalmente elevadas. Segundo a entidade, o adiamento busca garantir a segurança e o bem-estar de toda a comunidade escolar.

O Cpers ressaltou em nota que retomar as aulas durante um evento climático severo, com termômetros atingindo ou superando os 40°C e sensação térmica de até 50°C em várias localidades, além da falta de infraestrutura adequada nas escolas para lidar com tais condições, poderia colocar em risco a saúde e a vida de professores, funcionários e alunos.

Por fim, a entidade classificou como "vergonhosa" a orientação proposta pelo governador Eduardo Leite, que sugere à comunidade escolar medidas como hidratação adequada, uso de roupas leves, aplicação de protetor solar e atenção a possíveis sinais de mal-estar.

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