Reajuste atinge gasolina, diesel e gás de cozinha; alta é válida em todo o país e segue decisão do Confaz
Redação Publicado em 01/01/2026, às 18h41
Entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) um novo aumento no ICMS cobrado sobre combustíveis. O ajuste, autorizado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), eleva as alíquotas de gasolina, diesel e gás de cozinha em todo o território nacional. É o segundo ano consecutivo em que o imposto estadual sobe.
Com a mudança, os valores passam a ser os seguintes:
Gasolina: alta de R$ 0,10 por litro, chegando a R$ 1,57;
Diesel: acréscimo de R$ 0,05, totalizando R$ 1,17 por litro;
Gás de cozinha: aumento de R$ 1,05 por botijão.
O reajuste foi autorizado em setembro do ano passado e considera, segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), os preços médios divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) entre fevereiro e agosto de 2025, comparados ao mesmo período de 2024. O ICMS é um dos principais tributos estaduais e tem forte peso sobre o preço final dos produtos.
O combustível é considerado um produto de referência econômica — ou “preço chave”, como definem economistas. Por isso, mudanças nas alíquotas tendem a repercutir em toda a cadeia de consumo, podendo pressionar o custo de transporte, mercadorias e serviços.
Apesar do aumento no imposto, a evolução do preço final pode variar de estado para estado, já que outros fatores, como distribuição e margens das redes de postos, também influenciam o valor ao consumidor.
O reajuste acontece em um cenário em que a Petrobras mantém um modelo diferente de precificação dos combustíveis. No início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a estatal deixou de seguir a política de paridade internacional, que ajustava preços conforme o dólar e o barril de petróleo, para adotar uma metodologia própria, com mais peso no mercado interno.