A combinação de gestão eficiente, contratos de exportação sólidos – com 90% da produção destinada à Ásia – foi uma medida
Jair Viana Publicado em 01/10/2025, às 17h02
A dinâmica de crescimento agressiva implantada por João Araújo foi fundamental para que a Buritirama ultrapassasse a Vale no segmento de manganês. Esse feito foi conquistado por meio de um plano de reestruturação e crescimento que abrangeu desde a geologia até a logística.
Um fator crucial foi o foco em um minério de alto teor, considerado um produto-prêmio. Implementou um ambicioso plano de expansão da produção, que incluiu investimentos em uma planta de sinterização para transformar rejeitos e minérios de baixo teor em produtos de alta qualidade.
Além disso, a solução da complexa equação logística, com a celebração de um contrato de 20 anos para uso da linha férrea da Vale, garantiu o escoamento eficiente da produção. A combinação de gestão eficiente, contratos de exportação sólidos – com 90% da produção destinada à Ásia – e o aproveitamento de condições de mercado favoráveis permitiu que a Buritirama invertesse as participações de mercado: em 2015, a Vale detinha 55% da produção nacional contra 14% da Buritirama; em 2017, a Buritirama passou para 36%, enquanto a Vale caiu para 34,6%. A empresa chegou a ser considerada a terceira maior do mundo em seu segmento.
Quem é o Empresário João Araújo
João José Oliveira de Araújo é um jovem empresário brasileiro que desempenhou um papel vital na expansão e internacionalização da Buritirama Mineração. Após adquirir a empresa familiar por cerca de R$ 500 milhões — dos quais R$ 300 milhões eram dívidas — Araújo transformou a Buritirama em uma das principais empresas do setor na América Latina. Ele ocupa o cargo de Presidente do Conselho de Administração e é também fundador do Grupo Buritipar, que hoje engloba mais de oito empresas atuantes nos segmentos de mineração, metalurgia, tecnologia, logística e agronegócio.