Batalha

Empresário da Buritipar impõe estratégias para obter vitória no Superior Tribunal

João Araújo vê com otimismo julgamento de recurso no STJ

João Araújo vê com otimismo julgamento de recurso no STJ - Imagem: Divulgação

Jair Viana Publicado em 01/10/2025, às 21h00

Depois de conseguir imprimir uma gestão competitiva, tendo superado a Vale no segmento de manganês, o empresário João Araújo, numa batalha judicial, tenta reverter a falência da Buritirama Mineração, em um processo que depende do julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A defesa da empresa, apresentada por seus advogados, sustenta que a convocação para o protesto no processo de falência foi realizada de forma inadequada. Eles argumentam que a notificação foi feita via edital após apenas duas tentativas infrutíferas na sede, sem que todos os meios possíveis de notificação pessoal tivessem sido esgotados, conforme exigido. Destaca-se que, durante a pandemia de Covid-19, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) permitia notificações por meios eletrônicos, como mensagens de texto ou voz, o que não foi utilizado.

Outro ponto central do recurso é uma alegada falha formal na intimação do protesto, que não continha o nome e a assinatura da pessoa que a recebeu, o que contraria a Súmula 361 do próprio STJ, norma que visa garantir que os responsáveis tenham ciência plena do andamento processual.

A decisão do STJ sobre esses fundamentos é, portanto, determinante para o futuro da maior mineradora de manganês da América Latina.

 

 

João José Oliveira de Araújo é um jovem empresário brasileiro que desempenhou um papel vital na expansão e internacionalização da Buritirama Mineração. Após adquirir a empresa familiar por cerca de R$ 500 milhões — dos quais R$ 300 milhões eram dívidas — Araújo transformou a Buritirama em uma das principais empresas do setor na América Latina. Ele ocupa o cargo de Presidente do Conselho de Administração e é também fundador do Grupo Buritipar, que hoje engloba mais de oito empresas atuantes nos segmentos de mineração, metalurgia, tecnologia, logística e agronegócio.

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