Decisão do governo chinês beneficia unidades da JBS, Frisa e Bon-Marte e reforça confiança no sistema sanitário brasileiro
Julio Cezar Souza Publicado em 20/05/2026, às 11h50
A China autorizou nesta quarta-feira (20) a retomada das exportações de carne bovina de três frigoríficos brasileiros que estavam suspensos desde março de 2025. A decisão foi confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) após reuniões entre autoridades brasileiras e chinesas realizadas em Pequim.
Segundo a entidade, a medida representa um avanço importante para o setor de proteína animal brasileiro e demonstra a confiança do mercado chinês nos padrões sanitários adotados pelo Brasil.
Entre as plantas liberadas está a unidade da JBS em Mozarlândia, no interior de Goiás. A informação foi confirmada pelo presidente da Abiec, Roberto Perosa. Também voltaram a ser autorizadas a exportar uma unidade da Frisa, localizada em Nanuque, em Minas Gerais, e uma planta da Bon-Marte, em Presidente Prudente, no interior paulista.
O bloqueio havia sido determinado pela Administração-Geral de Aduanas da China em março de 2025. Na ocasião, o órgão informou apenas que os frigoríficos estavam “fora da conformidade” em relação às exigências chinesas para registro de estabelecimentos estrangeiros, sem detalhar quais critérios haviam sido descumpridos.
O Brasil ocupa atualmente a posição de maior exportador de carne bovina do mundo, enquanto a China permanece como o principal destino da proteína brasileira no mercado internacional.
A retomada ocorre durante a viagem oficial do ministro da Agricultura, André de Paula, ao país asiático. O governo brasileiro também tenta ampliar sua presença no mercado chinês com novos pedidos de habilitação de frigoríficos.
De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, o Brasil solicitou autorização para que outras 33 plantas exportadoras possam vender produtos ao mercado chinês.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, os pedidos envolvem 20 unidades de carne bovina, 11 plantas de aves e duas de suínos. O setor avalia que novas liberações podem fortalecer ainda mais as exportações brasileiras e ampliar a participação do país no comércio global de proteínas.