As novas taxas aplicam-se exclusivamente a contratos recém celebrados e são determinadas com base em critérios prudenciais, variando de acordo com a modalidade de financiamento selecionada
William Oliveira Publicado em 10/01/2025, às 11h55
A Caixa Econômica Federal anunciou um aumento nas taxas de financiamento imobiliário, que agora variam de 1 a 2 pontos percentuais. A mudança, que entrou em vigor em 2 de janeiro, reflete uma análise de fatores mercadológicos e conjunturais, segundo a instituição.
As novas taxas se aplicam apenas a novos contratos e são estabelecidas com base em regras prudenciais, variando conforme a modalidade de financiamento escolhida. A seguir, os detalhes sobre as alterações nas principais categorias de subsídio:
Taxa Referencial
Até dezembro, a linha de crédito ajustada pela Taxa Referencial (TR) tinha juros de 8,99% a 9,99% ao ano. Com as novas diretrizes, essa taxa foi ajustada para uma faixa de 10,99% a 11,49% ao ano para imóveis residenciais avaliados em até R$ 1,5 milhão. Para imóveis acima desse valor, incluindo os comerciais, os juros podem chegar até 12% ao ano.
Poupança Caixa
A modalidade Poupança Caixa, que antes apresentava juros entre 3,10% e 3,99% ao ano, agora foi ajustada para incluir a remuneração da poupança mais um percentual que varia entre 4,12% e 5,06% ao ano. Essa atualização se aplica a linhas de crédito que utilizam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para imóveis com valor de até R$ 1,5 milhão.
Minha Casa, Minha Vida
As taxas vinculadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como as do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), não sofreram alterações e continuam variando entre 4,07% e 8,47% ao ano.
Diretrizes para financiamento
Além do aumento nas taxas de juros, a Caixa implementou novas diretrizes para os financiamentos imobiliários. Para contratos realizados pelo sistema de amortização constante (SAC), a entrada exigida foi elevada de 20% para 30% do valor do imóvel. Já no sistema Price, no qual as parcelas são fixas, a entrada subiu de 30% para 50%.
A instituição também determinou que o crédito será concedido apenas a clientes que não possuam outros financiamentos habitacionais ativos no banco. Por fim, o limite máximo para avaliação dos imóveis financiados pelo SBPE será de R$ 1,5 milhão em todas as modalidades.
Atualmente, o crédito oferecido pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) já está restrito a imóveis dentro dessa faixa de valor, enquanto as linhas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) não têm esse limite.