Uma organização criminosa especializada em golpes de estelionato por meio de sites de compra e venda e também por meio da clonagem de anúncios é alvo de uma

Redação Publicado em 07/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 09h19
Uma organização criminosa especializada em golpes de estelionato por meio de sites de compra e venda e também por meio da clonagem de anúncios é alvo de uma operação nesta quinta-feira (7) em Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina.
De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Operação Resarcire deve cumprir 28 mandados judiciais contra membros da quadrilha.
As ordens cinco prisões, 15 mandados de buscas e apreensões, sequestros de bens e bloqueios de contas bancárias são cumpridas em Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina, e contam com apoio das polícias civis dos respectivos estados.
A Justiça decretou ainda a indisponibilidade de bens imóveis dos investigados, sendo um deles uma casa, em um condomínio de luxo em Cuiabá, avaliada em R$ 500 mil.
As investigações feitas pela GCCO identificaram que o prejuízo financeiro das vítimas é estimado em, aproximadamente, R$ 400 mil em um período de apenas três meses e atingiram vítimas em seis estados – Mato Grosso, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

A Polícia Civil de Mato Grosso apura os crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.
Além de interromper a atividade do grupo criminoso e impedi-los de fazer novas vítimas, o objetivo da operação é também apreender a maior quantidade de bens e valores em posse dos investigados, para o ressarcimento do prejuízo causado. O nome Resarcire significa ressarcir em latim.
De acordo com o delegado titular da GCCO, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, os líderes da organização criminosa são de Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina.
O trabalho investigativo apurou que esse grupo, composto por cinco pessoas, aplicava os golpes, criava os anúncios falsos e cooptava novos integrantes-correntistas.
Além disso, os líderes da quadrilha praticavam a lavagem de dinheiro aplicando os recursos financeiros obtidos com as fraudes no mercado imobiliário e também acompanhavam os correntistas aos bancos para fiscalizar o saque dos valores recebidos.
Já os integrantes da organização que agiam como correntistas recebiam em suas contas bancárias os valores dos golpes aplicados, que eram transferidos pelas vítimas. Em contrapartida ficavam com 5% do valor sacado.
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G1
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