O presidente americano Donald Trump realiza neste sábado (20) o primeiro comício da campanha para a reeleição após o início da pandemia de coronavírus.

Redação Publicado em 20/06/2020, às 00h00 - Atualizado às 20h49
O presidente americano Donald Trump realiza neste sábado (20) o primeiro comício da campanha para a reeleição após o início da pandemia de coronavírus.
O evento acontece em Tulsa, no estado de Oklahoma, em meio ao temor pelo risco de disseminação do coronavírus por causa da aglomeração no BOK Center. O local pode receber até 19 mil expectadores, mas são esperadas até 100 mil pessoas na cidade.

Distribuição de máscaras em comício do presidente americano Donald Trump em Tulsa, Oklahoma — Foto: Charlie Riedel/AP
A organização do evento não obriga os participantes a usar máscaras – o próprio Trump critica o uso. Antes do início do evento, uma multidão já ocupava as ruas de Tulsa e o ginásio. A maior parte delas, sem os itens de proteção, apesar de haver pessoas distribuindo máscaras.
Até este sábado (20) a Universidade Johns Hopkins já contabilizou mais de 2,2 milhões de casos de coronavírus nos Estados Unidos, com cerca de 120 mil mortes.

Crítico de Donald Trump ao lado de apoiadora do presidente americano em Tulsa, onde acontece o primeiro comício do candidato à reeleição — Foto: Charlie Riedel/AP
Neste sábado, a organização da campanha de Trump afirmou que 6 pessoas da equipe foram infectadas com o coronavírus.
“Seis membros da equipe avançada apresentaram resultados positivos em centenas de testes realizados, e os procedimentos de quarentena foram imediatamente implementados”, disse Tim Murtaugh, diretor de comunicações da campanha.
A organização garantiu que nenhum desses funcionários estará no comício deste sábado.
Além da realização de um comício em meio à pandemia, outra polêmica envolve o evento: a escolha de Trump por Tulsa. Em 1921, a cidade foi palco de um dos confrontos mais marcantes da violência racial no país. No confronto, 300 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas após o ataque de uma multidão branca a casas e lojas de uma comunidade negra conhecida como “Black Wall Street”.
A escolha é considerada uma afronta ao movimento negro, em um momento em que o país enfrenta os reflexos dos protestos pela morte de George Floyd, que foi asfixiado por um policial branco em Minneapolis, em 25 de maio.
Inicialmente, a proposta de Trump era fazer o comício na sexta-feira (19), o Dia da Liberdade, quando os EUA comemoram a abolição da escravidão no país, que ocorreu em 1865. Porém, ele foi convencido a adiar para amenizar o clima na cidade, que tem um prefeito do mesmo partido de Trump.
Via G1
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