Uma operação do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc), do Ministério Público do Rio, e do Ministério Público do Distrito Federal e

Redação Publicado em 17/06/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h10
Uma operação do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc), do Ministério Público do Rio, e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrada nesta quarta-feira (17), visa a cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra acusados de desviar de dinheiro público destinado à compra de respiradores para pacientes que têm a Covid-19 . Esta é mais uma etapa da operação Mercadores do Caos.
São dois mandados de prisão preventiva no Rio e outros nove mandados de busca e apreensão – quatro no Rio e cinco em Brasília, todos expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada da Capital (Rio de Janeiro).
Um dos presos é Carlos Frederico Verçosa Duboc, superintendente de Orçamento e Finanças da Secretaria estadual de Saúde . Ele foi contratado na gestão de Edmar Santos na pasta e continuou na equipe do atual secretário, Fernando Ferry. Ele foi preso em casa, em Pendotiba, Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Uma segunda pessoa foi presa no Lins, na Zona Norte da capital.
A ação conta com o apoio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Sonegação Fiscal e aos Ilícitos contra a Ordem Tributária (Gaesf/MPRJ); da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ); do Centro de Inteligência do MPDFT; da Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio do Departamento Geral de Polícia Especializada; e da Polícia Civil do Distrito Federal, através da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor).
A Operação Mercadores do Caos foi deflagrada no início de maio e tem como objetivo combater uma organização criminosa que desviou mais de R$ 18 milhões dos cofres públicos do Rio de Janeiro. O dinheiro era destinado à compra de ventiladores/respiradores pulmonares para tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus (Sars-coV-2) em estado grave. Após mais de dois meses da data de entrega dos aparelhos – comprados emergencialmente, sem licitação – nenhum deles foi entregue pelas empresas, nem o dinheiro devolvido.
iG
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