Estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) lançado hoje (5), com base em informações das estatísticas do Registro Civil, mostra que houve

Redação Publicado em 06/05/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h17
Estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) lançado hoje (5), com base em informações das estatísticas do Registro Civil, mostra que houve decréscimo no número de nascidos vivos em 2020 no estado de São Paulo. Em 2020, nasceram no estado cerca de 550 mil crianças, 31 mil a menos que no ano anterior.

Como consequência, a fecundidade também se reduziu na última década no estado, passando de 1,7 filho por mulher para 1,6, entre 2010 e 2020, com reflexos na estrutura etária da população, em especial na parcela mais jovem.
A redução no número de nascidos vivos em 2020 também é observada na comparação mensal, sendo sempre menor em relação ao mesmo mês de 2018 e de 2019. Já a sazonalidade entre os meses do ano se manteve, com mais nascimentos entre março e maio e menor número em outubro e novembro.
No ano passado, foram registrados 50 mil nascimentos em março, 2,7 mil a menos do que no mesmo mês de 2019. Já em outubro nasceram 42 mil crianças, 1,7 mil a menos do que no ano anterior.
A razão de sexo entre os recém-nascidos também se manteve: hoje está em 105 meninos para 100 meninas, tendência que, segundo a fundação, também é notada em outros países. Em 2019 e 2020, o número de nascidos vivos do sexo masculino caiu de 296 mil para 282 mil, enquanto o do sexo feminino diminuiu de 284 mil para 268 mil, mantendo a relação entre meninos e meninas.
Um destaque no levantamento foi a redução na proporção de mães com menos de 20 anos, que passou de cerca de 15% para 9,7%, entre 2010 e 2020, e o aumento do grupo com mais de 30 anos, passando de 34% para 43%, no mesmo período. O grupo de 20 a 29 anos, apesar de também apresentar decréscimo, mantém-se com a proporção mais elevada, de 46,8%.
A estrutura etária não é homogênea nos municípios paulistas e varia de acordo com a estrutura e vulnerabilidade de cada território. Em geral, o número de mães mais jovens é maior nas cidades onde a fecundidade é mais elevada e a vulnerabilidade socioeconômica, maior. Nessas localidades, no sul e no sudoeste do estado, registram-se proporções mais altas de mães com menos de 20 anos e de 20 a 29 anos, e mais baixas de mães com mais de 30 anos.
No outro extremo, encontram-se os municípios que apresentam distribuição etária mais envelhecida, onde a proporção de mães com mais de 30 anos é superior a 40%, enquanto a das mais jovens é inferior a 10%. Nesses municípios, localizados predominantemente ao norte e a leste do estado, a fecundidade atingiu níveis mais baixos e a população se caracteriza por vulnerabilidade mais baixa.
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Agência Brasil
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