Tropas russas e turcas estabelecerão uma nova zona desmilitarizada na província síria de Idlib da qual se exigirá a saída de rebeldes radicais, disse o

Redação Publicado em 17/09/2018, às 00h00 - Atualizado às 16h54
Tropas russas e turcas estabelecerão uma nova zona desmilitarizada na província síria de Idlib da qual se exigirá a saída de rebeldes radicais, disse o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta segunda-feira (17), depois de uma reunião com o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan.
A Rússia, maior apoiadora estrangeira do presidente da Síria, Bashar al-Assad, em sua luta contra os rebeldes, vem se preparando para uma ofensiva em Idlib, cidade que é controlada por insurgentes e que abriga cerca de 3 milhões de habitantes.
Mas depois das conversas de Putin com o presidente turco, que se opôs a uma operação militar contra os rebeldes de Idlib, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse que não haverá mais uma ofensiva, segundo citação da agência de notícias Interfax.
Putin disse em uma coletiva de imprensa conjunta com Erdogan que, pelo acordo, todas as armas pesadas serão retiradas da zona tampão, e o que classificou como rebeldes de mentalidade radical, incluindo a Frente Al-Nusra, terão que se retirar da região.
A zona desmilitarizada entrará em vigor em 15 de outubro, disse Putin a repórteres em sua residência, situada no resort de Sochi, às margens do mar Negro. A zona, afirmou, terá entre 15 e 25 quilômetros de extensão e será patrulhada por unidade móveis de soldados turcos e russos.
Não ficou claro de imediato se a zona desmilitarizada incorporará a própria cidade de Idlib – o que exigirá a saída dos insurgentes em caso positivo.
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