A produção industrial brasileira caiu 1,8% em setembro frente ao mês anterior, segundo divulgou nesta quinta-feira (1) o Instituto Brasileiro de Geografia e

Redação Publicado em 01/11/2018, às 00h00 - Atualizado às 10h11

Produção de veículos no Brasil puxa queda da indústria em setembro — Foto: Fabian Bimmer/Reuters
A produção industrial brasileira caiu 1,8% em setembro frente ao mês anterior, segundo divulgou nesta quinta-feira (1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pressionada pela queda de bens de consumo duráveis e pela menor produção de automóveis.
Trata-se da terceira queda mensal seguida do setor. De acordo com André Macedo, gerente da pesquisa, foi também a queda mais acentuada para um mês de setembro, na comparação com o mês imediatamente anterior, desde 2015, quando foi de 2,2%.
Na comparação com setembro do ano passado, a indústria caiu 2%, primeiro resultado negativo nesta base comparação, após três altas consecutivas.
O resultado veio pior do que o esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 0,8% na variação mensal e de 0,4% na base anual.
Apesar da 3ª queda consecutiva, a indústria registrou avanço de 2,7% no 3º trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Segundo o IBGE, esta alta compensou o recuo de 2,7% do 2º trimestre, que foi impulsionada pelas perdas significativas do mês de maio, quando a produção industrial caiu 10,9% em função dos efeitos da greve dos caminhoneiros. Já na comparação com o 3º trimestre do ano passado, houve alta de 1,2%.
No acumulado no ano e em 12 meses, a produção continua registrando alta, de 1,9% e de 2,7% respectivamente. Entretanto, houve perda de ritmo frente aos meses anteriores. Em julho, a taxa acumulada em 12 meses era de 3,3%, e em agosto, de 3,1%.
“Fica muito clara uma perda de ritmo dessa produção. Desde 2015 a gente não via três meses seguidos de queda na margem”, destacou André Macedo.
O IBGE revisou os dados da indústria dos últimos meses. Em agosto, a queda foi de 0,7%, ao invés do recuo de 0,3% anunciada anteriormente. Já o resultado de julho foi revisado para uma queda de 0,2%, ante recuo de 0,1% estimado inicialmente.
Dos 26 ramos de atividade, 16 recuaram em setembro. Segundo Macedo, o principal impacto negativo partiu do segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,1%), seguido de máquinas e equipamentos (-10,3%) e bebidas (-9,6%). “São resultados muito próximos em termos de influência”, ponderou.
A queda na produção de veículos, segundo o pesquisador, pode estar relacionada à férias coletivas no período e redução da jornada de trabalho em função da queda nas exportações “dado que a gente perde um canal importante de exportação por causa da crise na Argentina”.
Do outro lado, o destaque de alta de produção foi metalurgia, que avançou 5,4%.

16 dos 26 ramos industriais recuam em setembro na comparação com agosto — Foto: Divulgação
Entre as grandes categorias, a queda mais acentuada na comparação com agosto foi em bens de consumo duráveis (-5,5%), influenciada, em grande parte, pela menor produção de automóveis. Também houve recuo na aprodução de bens de capital (-1,3%), bens intermediários (-1,0%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-0,7%).
Leia também

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Indicado por Orlando Morando à Faculdade de Direito é alvo do Gaeco por corrupção e lavagem de dinheiro

Novo vazamento de gás no Centro de São Paulo acende alerta após tragédia no Jaguaré

Mulher salva homem preso nos trilhos segundos antes da passagem de trem no Paraná

James Rodríguez é criticado após interação com filha do presidente da Colômbia gerar repercussão

“Deveria receber salário à altura do que eu trabalho pelo país”, diz ministro do STJ com remuneração de R$ 141 mil

Robô humanóide chuta criança e vídeo repercute na web

Chuva e risco de tempestades podem ameaçar estreia da Copa do Mundo 2026

Steven Spielberg diz que Estados Unidos levaram ET de Varginha para o país

Médico é demitido após mãe de paciente denunciar assédio durante atendimento em UPA