Temos visto no mundo inteiro um movimento para o aumento da presença feminina na gestão das empresas por uma razão simples: a performance da empresa melhora

Redação Publicado em 16/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 09h27
Temos visto no mundo inteiro um movimento para o aumento da presença feminina na gestão das empresas por uma razão simples: a performance da empresa melhora significativamente com as mulheres participando do comando. Não se trata aqui de uma bandeira feminista e muito menos um clube da Luluzinha. Mas sim de algo que já sabemos, o mix de gêneros é muito salutar para a empresa. Estudos no mundo inteiro já comprovaram isso e basta olhar para empresas que possuem mulheres no conselho de administração para ver, na prática, o ganho.
Recentemente, o debate foi reaberto como uma decisão em Portugal que, até o início de 2020, deverá ter 33,3% dos integrantes de conselhos do sexo feminino. A deliberação atinge apenas as companhias com capital aberto. No Brasil, do total de cadeiras em conselho existentes, apenas 8% são ocupadas por mulheres. Se forem excluídas as acionistas, o percentual cai para 3,5%. Mas o cenário deve mudar em breve. Tanto assim, que tem crescido o número de executivas que estão se capacitando para se tornar conselheiras nas empresas.
Em uma empresa, independente do porte ou da área de negócios, o papel do conselho é ser o guardião da empresa. Na prática, ele ajuda a companhia a ter um olhar estratégico de curto, médio e no longo prazo, além de fazer a estratégia, monitorar e incentivar a empresa com boas práticas de governança.
Só para mostrar como estamos no caminho certo ao defender a presença feminina. Um estudo da Catalyst mostra que a diversidade eleva o lucro. Empresas que têm forte presença feminina no conselho apresentam resultados até 40% superiores aos concorrentes que não possuem mulheres nos conselhos. As características do homem e da mulher são diferentes na hora de tomar decisão, juntos o resultado é comprovadamente melhor. A Catalyst é uma organização sem fins lucrativos global que trabalha com CEOs para fomentar a presença feminina no ambiente de trabalho.
Penso que a adoção de cotas é a uma medida provisória para colocar a mulher no comando das empresas, pode funcionar com um bom catalisador do processo. Assim tem sido em vários cantos do mundo e chegou a hora de ser também no Brasil.
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