Um policial militar de 36 anos foi preso por matar a balconista Lorena Aparecida dos Reis Pessoa, de 29 anos, na madrugada desta sexta-feira (8) em Santa

Redação Publicado em 08/09/2017, às 00h00 - Atualizado às 15h12
Um policial militar de 36 anos foi preso por matar a balconista Lorena Aparecida dos Reis Pessoa, de 29 anos, na madrugada desta sexta-feira (8) em Santa Bárbara d’Oeste (SP). Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), o homem disparou contra a mulher e se entregou na Polícia Militar (PM) após o crime. Ela deixa um filho.
O homicídio ocorreu por volta de 0h30 em uma residência da Vila Aparecida, segundo o registro. Policiais militares foram acionados após receberem a informação de que uma mulher tinha sido ferida com tiros.
No local, eles encontraram Lorena já gravemente ferida e encaminharam ao Pronto-Socorro Dr. Edson Mano. Segundo o BO, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade médica.
Pouco depois, o próprio cabo da PM se entregou na sede da 2ª companhia do 19º Batalhão da PM. Ele afirmou à Polícia Civil que “mantinha relacionamento” com a vítima e tinha cometido o crime após chegar de São José do Rio Preto (SP). No BO, a informação é de que ele era casado e a vítima, solteira.
A perícia encontrou, dentro do carro do policial estacionado na frente da companhia da PM, uma pistola .40 marca Taurus que foi usada no crime, de acordo com o BO. Ela estava com seis munições disparadas.
O policial militar atua como cabo na 1ª companhia do 17º Batalhão da PM, em São José do Rio Preto e é natural de Urania (SP). Ele foi encaminhado ao presídio militar Romão Gomes após prestar depoimento.
Por nota, a PM informou que ele está na corporação há sete anos. A PM lamentou a morte da vítima “atingida por disparos de arma de fogo, por seu ex-companheiro”.
“Após o fato, o policial se apresentou na sede da 2ª Cia do 19º BPM/I e confessou o crime. O policial, há 7 anos na Instituição, foi preso em flagrante”.
Lorena trabalhava na padaria La Fine, em Santa Bárbara d’Oeste. O gerente da unidade, que deve fechar ao meio-dia por luto, informou que a vítima trabalhava como balconista a cerca de dois anos no local.
Segundo a gerência, ela tem um filho pequeno e sempre foi uma boa funcionária. “Muito gente boa, humilde, não dava trabalho nenhum”, afirma.
O caso foi registrado como homicídio qualificado por feminicídio. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), o motivo do crime é incerto e será investigado.
Esse é o segundo caso de feminicídio em quatro dias em Santa Bárbara d’Oeste. A jovem de 19 anos Bruna Rodrigues Gusmão Dessordi morreu após ser esfaqueada no dia 3. O suspeito de matá-la, um homem de 25 anos, se entregou, admitiu o crime e mostrou onde deixou o corpo da vítima.
Segundo o pai e um amigo da vítima, Bruna chegou a “ficar” com o rapaz algumas vezes, mas não gostava dele. O homem, porém, não aceitava a rejeição e tinha ciúmes, de acordo com o relato. Ele ainda a perseguia e a ameaçou de morte.
Para tentar acabar com a perseguição, Bruna marcou um encontro com o homem para que eles conversassem. Durante o trajeto, a vítima conversava com o amigo por telefone. Segundo o relato deste amigo, a menina gritou por socorro antes da ligação cair. Ela foi atacada neste momento, por volta de 21h30.
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