Cientistas identificaram pelo menos oito tipos diferentes de coronavírus. Mais de 2 mil sequências genéticas do vírus foram enviadas dos laboratórios para o

Redação Publicado em 04/04/2020, às 00h00 - Atualizado às 09h06
Cientistas identificaram pelo menos oito tipos diferentes de coronavírus. Mais de 2 mil sequências genéticas do vírus foram enviadas dos laboratórios para o banco de dados da NextStrain (projeto de código aberto para aproveitar o potencial científico e de saúde pública dos dados do genoma de patógenos), que mostra a mutação nos mapas, em tempo real. O sistema agrega amostras de todos os continentes, exceto da Antártida, que não tem nenhum caso confirmado ainda.
De acordo com os especialistas, os dados revelaram que o vírus sofre mutação, em média, a cada 15 dias, segundo reportagem da National Geographic. Mas o cofundador da Nextstrain, Trevor Bedford, afirmou que as mutações são tão pequenas que não tornaram o coronavírus mais letal.
“Essas mutações são completamente benignas e úteis como uma peça do quebra-cabeça para descobrir como o vírus está se espalhando”, explica Bedford. Segundo ele, as várias linhagens permitem que os dados apontem se a transmissão da virose é generalizada, por exemplo, o que pode informar se as medidas de bloqueio foram eficazes.
Charles Chiu, professor de medicina e doenças infecciosas da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, em San Francisco, disse que o banco de dados também fornece informações sobre como o vírus está se movendo nos EUA, de acordo com o USA Today.
“Os surtos são rastreáveis”, disse Chiu. “Temos a capacidade de fazer o seqüenciamento genômico quase em tempo real para ver quais cepas ou linhagens estão circulando”.
Mas Kristian Andersen, professora da Scripps Research, alertou que os mapas não mostram a imagem completa da propagação do vírus. “Lembre-se que estamos vendo uma pequena visão de uma pandemia muito maior”, disse Anderson ao USA Today. “Temos meio milhão de casos descritos agora, mas talvez 1.000 genomas sequenciados. Por isso, faltam muitas linhagens”, alertou a especialista.
Brasil
Por aqui, os dois primeiros casos identificados da doença tinham vírus com algumas mutações . Elas foram comprovadas a partir de análise genômica de amostras coletadas por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz e da USP.
IG
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