A operação "Quem viver verá", realizada por força-tarefa composta pelas Receitas estaduais e Federal, o Ministério Público e as polícias Civil e Militar,

Redação Publicado em 10/03/2020, às 00h00 - Atualizado às 11h47
A operação “Quem viver verá”, realizada por força-tarefa composta pelas Receitas estaduais e Federal, o Ministério Público e as polícias Civil e Militar, combate nesta terça-feira (10) um milionário esquema de sonegação de impostos em oito estados brasileiros e o Distrito Federal.
O esquema seria comandado por corretores de milho, soja e feijão e, segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), são cumpridos 109 mandados de busca e apreensão e quebra de sigilo bancário e de comunicação dos criminosos, sendo a grande maioria, 73, em Minas.
O nome “Quem viver verá”, segundo a divulgação dos investigadores, é inspirado na passagem bíblica em que Davi enfrenta o gigante Golias , vencendo-o e restabelecendo a ordem e a justiça.
Entre os alvos, estão 55 corretores de grãos , 22 empresas responsáveis pelas notas, produtores e compradores de grãos. Os materiais apreendidos permitirão exigir dos supostos criminosos o imposto não pago.

Segundo o MPMG, a operação seria a terceira fase de um trabalho iniciado em 2017. O esquema usaria um grande polo de estabelecimentos de grãos de fachada criados somente para a emissão de notas fiscais frias. A estimativa é que a fraude tenha movimentado cerca de R$ 1 bilhão por ano em notas frias .
As investigações apontam que os corretores de milho, soja e feijão são os protagonistas do esquema em parceria com produtores. Eles seriam responsáveis pelas negociações com os produtores rurais e também com as indústrias que compram os grãos, e remunerariam as empresas que emitem as notas.
A Operação ” Quem Viver Verá ” tem, segundo os investigadores que compõem a força-tarefa, o objetivo de desmantelar o gigante esquema de sonegação do setor de grãos e recuperar aos cofres públicos os bilhões de reais sonegados com as notas frias
iG
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