Uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgada nesta segunda-feira (1º) aponta que pelo menos 1,9 milhão de pessoas deixaram

Redação Publicado em 01/10/2018, às 00h00 - Atualizado às 11h03
Uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgada nesta segunda-feira (1º) aponta que pelo menos 1,9 milhão de pessoas deixaram a Venezuela desde 2015, fugindo da crise econômica e política que o país atravessa.
“Segundo os dados oficiais do governo, estimamos que 1,9 milhão de venezuelanos deixaram seu país desde 2015 para se dirigir, principalmente, para outros países da América do Sul como Brasil, Colômbia, Equador e Peru”, afirmou William Spindler, porta-voz do executivo do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).
“Cerca de 5 mil pessoas deixam a Venezuela por dia hoje. É o maior movimento de população na história recente da América Latina”, afirmou o alto comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, durante a abertura da reunião anual do comitê executivo do Acnur que acontece esta semana, em Genebra.
“Com mais de 2,6 milhões de pessoas no exterior do país atualmente, é crucial uma perspectiva apolítica e humanitária para ajudar os países que os recebem em um número que vai crescendo”, declarou Filippo Grandi.

Venezuelana exibe passaporte em aeroporto em Lima, no Peru, antes de embarcar com destino à Venezuela, em imagem de arquivo — Foto: Teo Bizca/AFP
A população venezuelana está asfixiada por uma crise econômica caracterizada pela hiperinflação, pobreza, falta de serviços públicos e escassez de artigos de primeira necessidade, especialmente remédios e alimentos. Isso provocou um êxodo em massa de centenas de milhares de venezuelanos.
“Felicito os Estados que mantiveram suas fronteiras abertas e que oferecem asilo, ou outras formas de estância legal” para os venezuelanos, disse Grandi.
“Ainda resta muito por fazer para garantir a coerência regional da resposta dada em matéria de proteção” dos indivíduos, advertiu o alto comissário.
O Acnur e a Organização Internacional para as Migrações anunciaram, em 19 de setembro, a nomeação do ex-vice-presidente da Guatemala Eduardo Stein como representante especial para a crise migratória venezuelana.

Fila de imigrantes venezuelanos em Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, em fevereiro deste ano — Foto: Alan Chaves/G1 RR/Arquivo
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