O ex-ministro da Justiça da Segurança Pública , Sergio Moro, admitiu plágio em um artigo jurídico assinado por ele e pela advogada Beathrys Ricci Emerich, que

Redação Publicado em 27/06/2020, às 00h00 - Atualizado às 15h26
O ex-ministro da Justiça da Segurança Pública , Sergio Moro, admitiu plágio em um artigo jurídico assinado por ele e pela advogada Beathrys Ricci Emerich, que é sua aluna em um curso de pós-graduação. O ex-juiz, porém, atribuiu a culpa pelo plágio à coautora do artigo.
Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos, vítima do plágio de Moro e Beathrys, disse ao UOL que espera uma retratação formal do ex-ministro de Bolsonaro.
Segundo Lemos, ele descobriu o plágio envolvendo Moro por acaso, quando pesquisava na internet sobre um assunto de seu interesse e se deparou com o nome do ex-juiz da Lava Jato .
Publicado na revista da Unicuritiba chamada Relações Internacionais no Mundo Atual, o texto assinado por Moro tratava de lavagem de dinheiro para o crime organizado por meio do pagamento a advogados.
“Quando comecei a ler fiquei chocado. Esse texto tinha transcrições literais do meu texto”, disse a vítima, que completou que “esse é um assunto que eu pesquiso há muitos anos”. O artigo de Lemos foi publicado em novembro de 2019, enquanto o assinado por Moro e Beathrys data de abril deste ano.
“O artigo em questão foi escrito em coautoria acadêmica, sendo a redação toda da orientanda. Infelizmente, ela cometeu um erro metodológico ao utilizar dois pequenos trechos sem citar o autor. O artigo foi retirado da revista, ela já reconheceu o erro e pediu desculpas ao autor. É o trabalho de uma aluna de pós graduação que cometeu um erro e já o corrigiu, o que é louvável”, disse Moro em nota enviada ao UOL .
A coautora do artigo com Moro se desculpou com o ex-ministro e com o autor do texto original, lamentando “omitir inadvertidamente no presente estudo as referências à citação de um parágrafo do artigo científico de autoria do ilustre jurista, Dr. Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos”.
A vítima de plágio diz que “Gostaria de, no mínimo, uma retratação [feita por Moro] e reconhecimento, porque da trabalho escrever um artigo. É objeto de pesquisa, algo que eu venho estudando há anos”, e complementa reforçando que não tem “nada pessoal contra” Moro.
“Temos divergências em relação ao modo como foram operacionalizados alguns processos quando ele era juiz, mas isso é normal”, encerra Lemos, que admite avaliar processar Moro.
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