No dia 29 de novembro será definido o prefeito da cidade de São Paulo pelos próximos quatro anos. Até lá, porém, os ventos podem mudar, e Bruno Covas

Redação Publicado em 22/11/2020, às 00h00 - Atualizado às 11h21
No dia 29 de novembro será definido o prefeito da cidade de São Paulo pelos próximos quatro anos. Até lá, porém, os ventos podem mudar, e Bruno Covas (PSDB), precisa ser assertivo em suas estretégias de campanha para não permitir a virada do candidato Guilherme Boulos, do PSOL.
O candidato do PSDB tem algumas pontos a seu favor, como a máquina pública em mãos, a tradicional aceitação de São Paulo a candidatos tucanos, e a rejeição ao rival — bastante relacionada à aproximação de Boulos com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Além disso, Covas conseguiu uma boa base de apoio no primeiro turno, o que pode ajudá-lo a angariar votos na reta final da campanha, como explica Lorenzo Gottardi, executivo público no governo do Estado de São Paulo, gestor de políticas públicas e especialista em Legislativo e Democracia no Brasil.
” Covas conseguiu bons cabos eleitorais. A coligação do PSDB conseguiu eleger 25 vereadores em SP, enquanto a esquerda elegeu 14 ou 16 (dependendo da inclusão ou não do PSB no bloco)”, comenta Gottardi. Segundo ele, o eleitorado preferiu um discurso mais moderado no primeiro turno, privilegiando candidatos de centro-direita, como os o DEM, o PP, o PL e o próprio PSDB.
Outro fator que beneficia o tucano é o fato de não estar envolvido em grandes deslizes durante sua gestão, em pautas envolvendo corrupção. “Se mantiver o discurso de saúde financeira, parcerias público-privadas, ajuste fiscal, e não entrar em nenhuma ‘bola dividida’, dificilmente Bruno Covas perde a eleição”, acredita o especialista.
Outra estratégia que o tucano tem seguido é um distanciamento confortável de Doria (PSDB) — governador de São Paulo — e Ricardo Nunes, vice-prefeito da chapa, acusado de lavagem de dinheiro e violência doméstica.
Além disso, Covas precisa convencer os eleitores indecisos de que, se eleito, completará o mandato de quatro anos, não concorrendo ao governo do estado em 2022. “A tradição de largar mandatos para concorrer a pleitos maiores deve ser encerrada pelo PSDB. Caso não convença os eleitores, pode perder alguns votos”, avalia Lorenzo Gottardi.
A segunda onda da pandemia de Covid-19 também pode causar dor de cabeça para o tucano caso se agrave até o dia da votação, segundo o especialista em Legislativo e Democracia no Brasil. Isso porque a restrição de atividades econômicas não tem grande aceitação de parte do eleitorado.
Sobre isso, porém, Lorenzo recorda que as definições do Plano São Paulo são de competência do governo do estado, não dos municípios. E, caso haja restrição das atividades, será por definição da gestão Doria e do centro de contingência da Covid-19 em São Paulo.
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IG
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