O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta terça-feira (18) que os candidatos à Presidência da República serão monitorados por GPS. De

Redação Publicado em 18/09/2018, às 00h00 - Atualizado às 17h19
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta terça-feira (18) que os candidatos à Presidência da República serão monitorados por GPS. De acordo com o ministro, o GPS ficará com a Polícia Federal (PF) – que é responsável pela segurança dos candidatos ao Palácio do Planalto – ou com algum integrante da equipe de campanha dos presidenciáveis.
A iniciativa, segundo Jungmann, fará parte de um centro de controle e inteligência para monitorar eventos relacionados às eleições deste ano. A expectativa do governo é de que o centro de inteligência seja inaugurado sete dias antes do primeiro turno das eleições, que ocorrerá em 7 de outubro.
“Nós vamos saber online o que estará acontecendo, onde tem conflitos, onde há necessidade de a Polícia Federal estar lá. Nós vamos colocar GPS acompanhando todos os candidatos presidenciais. Vamos saber onde eles se encontram”, afirmou Jungmann após uma reunião com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber.
O titular da pasta da Segurança Pública disse aos jornalistas que a ferramenta de rastreamento via satélite vai permitir, por exemplo, deslocamento mais ágil da polícia para locais onde forem registrados conflitos.
Jugmann ressaltou ainda que a PF está montando um banco de dados para ajudar o TSE a identificar eventuais candidaturas que tenham ligação com o crime organizado. Segundo ele, o objetivo é evitar a formação de uma “bancada do crime”.
“Nós não podemos permitir a formação de uma bancada do crime. E se por acaso eles vierem a se eleger nós precisamos cassá-los. E puni-los. Porque não há lugar para criminoso e facção criminosa na representação na soberania popular”.
Raul Jungmann afirmou que a Polícia Federal deve concluir em até 15 dias o inquérito que investiga o ataque à faca sofrido pelo candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG) no início do mês.
O autor da facada, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso no mesmo dia. O ministro da Segurança Pública disse que, se houver indícios da participação de outras pessoas, será aberta nova investigação para esclarecer o caso.
“Nós, se necessário, abriremos uma segunda investigação para apurar todo e qualquer indício e, se qualquer possibilidade de coautoria existir, evidentemente, que vamos trazer a conhecimento de vocês e a toda sociedade”.
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