Organizado por ao menos nove entidades sindicais, o 1º de maio virtual reuniu em uma live de mais de dez horas diversos políticos rivais para comemorar de

Redação Publicado em 02/05/2020, às 00h00 - Atualizado às 09h18
Organizado por ao menos nove entidades sindicais, o 1º de maio virtual reuniu em uma live de mais de dez horas diversos políticos rivais para comemorar de forma on-line o dia do trabalhador.
Entre os participantes estavamo os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT). Ex-presidenciáveis também participaram do debate como Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT).
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A última vez que Lula e FHC participaram juntos de uma mesma manifestação foi em 1989, quando Fernando Henrique apoiou Lula no segundo turno das eleições presidenciais contra Fernando Collor.
Na manifestação, os políticos focaram seus discursos nas dificuldades que a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) trará à economia e as garantias que os trabalhadores devem reivindicar nesse momento. A atual política econômica do presidente Jair Bolsonaro foi alvo de críticas de várias lideranças políticas.
“As grandes tragédias também são reveladoras do verdadeiro caráter das pessoas e das coisas. Não me refiro apenas ao deboche do presidente da República com a memória de mais de 5.000 brasileiros mortos pela Covid-19 . A pandemia deixou o capitalismo nu”, afirmou o ex-presidente Lula.
Já FHC, pregou a união diante dos desafios trazidos pela pandemia de Covid-19. “Não é hora de nos desunirmos. É hora de nos juntarmos porque temos que construir um futuro. O futuro tem que ser construído a partir das condições do presente. São negativas, eu sei, mas são as que nós temos”, declarou.
Fernando Henrique também resssaltou o papel da democracia . “Temos que manter a democracia, a liberdade. As tarefas são muitas, e só com união se consegue superá-las”, disse.
Já a ex-ministra Marina Silva (Rede) afirmou que “esse é o 1º de Maio mais difícil desse século em função dos problemas que já estávamos sofrendo com desemprego , as injustiças sociais e agora todas essas questões sendo agravadas de forma assustadora pela pandemia do novo coronavírus”.
Ela não citou nominalmente Jair Bolsonaro, mas declarou que “não se permita que qualquer governo com delírios autoritários queira retomar o processo de ditadura e de autoritarismo no nosso país”, alertou.
Já Ciro Gomes (PDT) focou no risco de perdas de direitos trabalhistas. “O Brasil contava com mais de 13 milhões de desempregados ainda antes da crise do coronavírus e mais de 38 milhões de pessoas estavam obrigadas a viver a dura realidade da informalidade e sem nenhuma proteção”.
Além de outros políticos, como o líder da oposição da Câmara dos deputados, Alessandro Molon (PSB), a manifestação, contou com a apresentação de artistas como a cantora Fernanda Takai e o cantor Odair José.
A live foi organizada pelas centrais CUT, Força Sindical, UGT, CSB, CTB, CGTB, NCST, Intersindical e Publica.
IG
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