A organização não governamental (ONG) espanhola Open Arms recebeu hoje (1º) autorização para desembarcar 363 migrantes recolhidos no Mar Mediterrâneo. Eles

Redação Publicado em 01/02/2020, às 00h00 - Atualizado às 21h14
A organização não governamental (ONG) espanhola Open Arms recebeu hoje (1º) autorização para desembarcar 363 migrantes recolhidos no Mar Mediterrâneo. Eles devem descer em Pozzallo, na Sicília.
A ONG tinha denunciado que Malta havia negado o desembarque dos migrantes por três vezes e que a Itália continuava sem responder ao pedido que também tinha sido dirigido ao governo italiano.
“Apesar de todas as dificuldades e esforços, valeu a pena e 365 vidas foram salvas nesta missão e, amanhã [domingo], 363 já estarão em terra firme, pela primeira vez em muito tempo”, escreveu a ONG nas redes sociais.
Na madrugada de sexta-feira, duas pessoas que sofriam de queimaduras graves e fortes dores abdominais já tinham sido transportadas para a Itália.
Segundo o Ministério do Interior, a autorização foi concedida depois de ter sido acionado o mecanismo de redistribuição de migrantes nos países europeus disponíveis.
Os 363 migrantes chegaram a bordo do navio humanitário espanhol, o único atualmente operando em águas do Mediterrâneo, no âmbito de cinco operações de resgate realizadas esta semana.
A última operação ocorreu na madrugada de sexta-feira, quando a rede Alarm Phone alertou para um barco à deriva.
O navio humanitário espanhol respondeu à chamada e localizou cerca de 100 pessoas amontoadas num barco de madeira.
A bordo havia outros 282 imigrantes salvos em quatro operações diferentes, incluindo três mulheres e 38 menores não acompanhados provenientes de países como Sudão do Sul, Gâmbia, Egito, Senegal, Chade, Burkina Faso, Guiné e República Centro-Africana.
O Ministério do Interior italiano informou que este ano já chegaram à Itália 870 migrantes, em comparação com os 155 no mesmo período do ano passado e os 3.176 em 2018.
Após a saída do governo italiano do partido Liga – da extrema-direita e que aplicou a política de “portos fechados”-, a formação do novo governo, composto pelo Movimento 5 Estrelas (M5S), pelo Partido Democrata (PD) e outros grupos progressistas, os navios humanitários já podem desembarcar novamente em portos italianos, graças ao mecanismo de redistribuição de migrantes nos países europeus disponíveis.
AGENCIA BRASIL
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Frente fria traz garoa e frio intenso para São Paulo nesta semana

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Fies: estudantes com parcelas em dia terão mais tempo para quitar financiamento

Cratera aberta durante obra da Sabesp interdita três casas em Osasco

Polícia investiga festa com fuzis em Vigário Geral e suspeita de presença de Peixão

Mulher é encontrada morta em estacionamento de UBS na Zona Sul de São Paulo

Apenas 5% das ações contra políticos no STF terminam em condenação