A ativista ambiental Greta Thunberg , através da entidade que leva o seu nome, foi a primeira vencedora do Prêmio Gulbenkian para a Humanidade, da Fundação

Redação Publicado em 20/07/2020, às 00h00 - Atualizado às 14h44
A ativista ambiental Greta Thunberg , através da entidade que leva o seu nome, foi a primeira vencedora do Prêmio Gulbenkian para a Humanidade, da Fundação Calouste Gulbenkian.
Segundo nota oficial da entidade portuguesa, a Fundação Thunberg receberá um prêmio de 1 milhão de euros (cerca de R$ 6,1 milhões) e, inicialmente, 100 mil euros (R$ 610 mil) serão doados para a campanha SOS Amazônia e outros 100 mil euros irão para a Stop Ecocide Foundation, que luta para tornar o ecocídio um crime internacional .
O restante do valor ainda será destinado para outras entidades internacionais que serão escolhidas.
A campanha brasileira foi criada pela Fridays For Future Brasil e visa ajudar as comunidades indígenas e ribeirinhas que sofrem com o avanço de grandes latifundiários, garimpeiros e extrativistas pela floresta amazônica.
Em sua conta no Instagram, Thunberg afirmou estar “extremamente honrada” com a premiação.
“Nós estamos em uma emergência climática, e minha fundação vai doar o mais rápido possível todo o prêmio de 1 milhão de euros para apoiar organizações e projetos que estão lutando por um m undo sustentável , defendendo a natureza e apoiando pessoas que já estão enfrentando os piores impactos do clima e da crise ecológica, particularmente aqueles que vivem no sul do globo”, postou a ativista.
O presidente do Grande Júri do Prêmio Gulbenkian, Jorge Sampaio, ressaltou que a escolha foi de amplo consenso e destacou a “forma como Greta Thunberg conseguiu mobilizar as gerações mais novas para a causa do clima e a sua luta tenaz por mudar o status quo que teima em persistir, que fazem dela uma das figuras mais marcantes da atualidade”.
Na nota oficial, Sampaio ainda destacou que a jovem ativista de 17 anos tem a “enorme responsabilidade de consolidar o seu papel de pedagogia e de liderança no combate contra as alterações climáticas como condição do desenvolvimento sustentável , para o qual a atribuição desse prêmio pretende contribuir”.
Conforme a Fundação portuguesa, a jovem sueca foi escolhida entre 136 nomeações, correspondentes a 79 organizações e 57 personalidades internacionais de 46 países.
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