A estudante de 19 anos que denunciou ter sido estuprada por um professor da escola onde estuda, em Medeiros Neto, extremo sul da Bahia, disse que não tem mais

Redação Publicado em 01/09/2017, às 00h00 - Atualizado às 11h15
A estudante de 19 anos que denunciou ter sido estuprada por um professor da escola onde estuda, em Medeiros Neto, extremo sul da Bahia, disse que não tem mais condições de frequentar as aulas na unidade de ensino. O crime teria ocorrido no domingo (27).
“Não tem nem mais condições de continuar. Chegar na escola todo mundo vai ficar olhando para mim e comentando”, relata a jovem.
O professor acusado, que trabalhava na Escola Estadual Deolizando Rodrigues de Souza há cerca de um mês, não compareceu ao trabalho desde o início desta semana. O irmão do professor, que não teve o nome divulgado, disse que ele nega a acusação e que tinha uma relação consensual com a jovem há cerca de um mês.
A diretoria da escola informou que o caso é acompanhado pelo núcleo territorial de educação, em Teixeira de Freitas. A estudante passou por exames de corpo de delito e foi encaminhada para atendimento psicológico.
A jovem conta que, desde os primeiros dias de aula do professor, há cerca de um mês, ele já mostrava interesse nela. “Ele andava já mostrando interesse em mim, isso na sala de aula todo mundo percebia. Aí ele começou a mandar mensagem, até que em um dia me chamou para almoçar com ele”, conta.
A estudante diz que, no dia que teria sido estuprada, estava andando em uma rua, voltando da casa da uma amiga. O professor a abordou e fez o convite para que entrasse em uma casa. “Eu falei que não. Da segunda vez não deu nem tempo [de dizer não], porque ele pegou e me puxou para dentro da casa. Aí nisso, ele começou a me agarrar tirou minha roupa e fez o que ele fez”, afirmou.
A intimação do suspeito para prestar depoimento na polícia foi expedida na quinta-feira (31), conforme informações do delegado Bruno Ferrari. A polícia trabalha com a hipótese de que o estupro tenha sido premeditado, porque a jovem relatou que havia um colchão no local onde foi abusada, informou Ferrari.
Com base no depoimento do suspeito e no laudo do exame, será avaliado o pedido de prisão preventiva dele. O G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação, que através de nota informou que está acompanhando o desdobramento do caso junto aos órgãos competentes para a possível adoção de medidas legais cabíveis.
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