Você já ouviu falar na bartolinite? Ela é uma espécia de espinha, uma inflamação na região externa da vagina que pode ser extremamente desconfortável e

Redação Publicado em 09/01/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h15
Você já ouviu falar na bartolinite? Ela é uma espécia de espinha, uma inflamação na região externa da vagina que pode ser extremamente desconfortável e precisa de tratamento. Em alguns casos, ela pode levar ao acúmulo de pus e inchaço da região. A seguir, profissionais falam mais sobre o assunto e dão recomendações para lidar com a situação.
A bartolinite é definida como uma inflamação ou infecção nas glândulas de Bartholin , que são localizadas em ambos os lados da cavidade vaginal e são responsáveis pela lubrificação da vagina no ato sexual.
Segundo a ginecologista Fernanda Nassar, se um dos canais das glândulas ficar bloqueado ou “entupido”, o fluido produzido acumula-se e forma um “caroço” na vagina , como se fosse uma espinha. Isso não significa necessariamente bartolinite.
O ginecologista Alberto Guimarães explica que a bartolinite acontece apenas quando há um processo inflamatório ou infeccioso no cisto . Daí o sentimento de dor e a urgência por alguma medida de tratamento.
Como diz Fernanda, muitas vezes o caroço pode não ser uma infecção de fato. Em casos de cistos indolores, a ginecologista recomenda fazer banhos de assento, pois além de aliviar o incômodo, essa limpeza mantém a região higienizada, evitando contaminação por bactérias.
Entretanto, a recomendação é de que se faça uma consulta com um ginecologista assim que for percebido o desconforto na região genital. As indicações, nesse caso, normalmente são sobre medidas de higiene (como o banho de assento), uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos, a depender do grau de evolução.
Quando o ginecologista identifica um processo infeccioso local ou os sintomas persistem por mais de cinco dias depois do início do tratamento, há a opção de um tratamento cirúrgico para drenagem do líquido ou mesmo remoção das glândulas.
Essa cirurgia de drenagem, conforme Alberto, é realizada com anestesia local e acompanha o uso de antibióticos, com a intenção de fazer o cisto eliminar secreção e “murchar”. O procedimento consiste numa pequena incisão para a remoção do líquido acumulado.
A retirada das glândulas não implica no fim da lubrificação vaginal , já que a região possui outras estruturas capazes de exercer a função, mas deve ser o último recurso.
De acordo com Fernanda, o relato de dor ao fazer caminhadas ou ter relações sexuais, somado ao aspecto de vermelhidão e pus na região, indica um caso mais acentuado e que provavelmente precisará do uso de anti-inflamatórios e analgésicos.
Algumas pessoas costumam ter bartolinite de forma recorrente. Nessa situação específica, pode-se optar por duas abordagens de tratamentos cirúrgicos: a marsupialização da glândula de Bartholin e a bartolinectomia. A primeira é realizada a partir da abertura das glândulas para aumentar a saída do líquido e a segunda remove completamente as glândulas.
Alberto afirma que não há um consenso sobre o tema, mas que deve-se atentar para os hábitos de higiene. Já Renata aconselha também uma relação íntima protegida, pois a contaminação pode ocorrer devido à fricção e à presença de bactérias sexualmente transmissíveis.
iG
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