A igualdade de gêneros é um tema que tem sido bastante discutido na sociedade devido à novas descobertas e preconceitos sofridos. Em São José do Rio Preto

Redação Publicado em 25/03/2017, às 00h00 - Atualizado às 11h59
A igualdade de gêneros é um tema que tem sido bastante discutido na sociedade devido à novas descobertas e preconceitos sofridos. Em São José do Rio Preto (SP), uma escola dá o exemplo ao educar seus alunos com a prática da igualdade entre os sexos e, por isso, foi selecionada para participar de um documentário da Organização das Nações Unidas (ONU), que será exibido em todo o mundo.
Denominado “Precisamos falar com os homens – uma jornada pela igualdade de gênero”, o documentário foi produzido pela ONU Mulheres, um braço da ONU que discute o tema. O filme é resultado de um ano de pesquisas. Os produtores visitaram todas as regiões do país e entrevistaram mais de 20 mil brasileiros e brasileiras, além e conversarem com especialistas e estudiosos do assunto. A ideia é mostrar como homens e mulheres entendem o papel deles na sociedade e na busca pela igualdade.

“Precisamos falar com os homens – uma jornada pela igualdade de gênero” é um documentário produzido pela ONU Mulheres (Foto: Reprodução/TV TEM)
A única escola do Brasil escolhida para participar do filme foi a Escola Cooperativa Doutor Zerbini, conhecida como Coopen, onde estudam mais de 500 alunos do ensino infantil ao ensino médio. Na instituição, meninos e meninas aprendem a serem iguais por meio de brincadeiras, como meninos brincarem de casinha e bonecas junto com as meninas e elas jogarem futebol junto com os meninos, sem problemas.
Para a estudante Isabely Graça de Oliveira, de 11 anos, a brincadeira acontece sem qualquer divergência. “É legal, todo mundo interage, sem brigas ou preconceito. Acho importante, acho que não tem que ter diferença entre jogos e brincadeiras”, comenta. Opinião compartilhada por Leonardo Napolitano, de 9 anos. “Homem e mulher não têm diferenças, a gente faz tudo junto. Futebol não é só de menino, é de menina também.”
O professor de educação física George Trindade diz que, às vezes, quem vê estranha. “Muitos perguntam se a aula será entre meninos e meninas e digo que sim, que é todo mundo junto. Tem que ter respeito e se entender e tudo sai muito bem”, afirma.
A coordenadora de ensino da escola Etienne Janiake diz que as aulas trazem rodas de conversas que abordam vários temas como igualdade entre homens e mulheres, preconceito e machismo. “Essa discussão é necessária e a gente poder contribuir um pouquinho com isso é uma honra muito grande, a gente espera que com essa exibição que outras pessoas da cidade possam se sensibilizar e possam ser transformadas como a gente foi através dessa oportunidade de participar desse documentário, que foi um trabalho lindo”, diz.
Para a professora Thaisa Person “A gente quer que eles discutam, por isso a roda de conversas, para a troca de informações trocar experiências, inseguranças e por meio disso quebrar paradigmas construir outro tipo de olhar perante a sociedade”, afirma.
O estudante Guilherme Vigna, de 13 anos, acredita que ainda há muitos tabus para serem quebrados. “Se você está na escola, cai e chora, por exemplo, as pessoas falam que não pode chorar porque é coisa de menina, com isso passam a mensagem que a mulher é frágil e isso tem que mudar”, acredita.

Time de futebol é composto por meninos e meninas na única escola selecionada pela Onu para participar de documentário (Foto: Reprodução/TV TEM)
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