O tio da adolescente de 15 anos morta por febre maculosa, no domingo (29), em Salto (SP), afirma que os nove dias de internação foram um desafio para a

Redação Publicado em 31/07/2018, às 00h00 - Atualizado às 10h34
O tio da adolescente de 15 anos morta por febre maculosa, no domingo (29), em Salto (SP), afirma que os nove dias de internação foram um desafio para a família e os médicos entenderem a doença que tirou a vida da estudante saudável.
Marcelo Kenjy Motozono contou ao G1que Laura Bertajoni Vicente reclamou de dores de cabeça no sábado (20). Eram os primeiros sinais do ataque da doença transmitida pelo carrapato-estrela, que destruiu o sistema nervoso da vítima.
“Achamos que ela poderia ter comido algo e feito mal, mas depois também surgiram as convulsões. Foi muito rápido, nunca vi uma doença tão avassaladora como essa”, lamenta.
Laura foi internada em estado grave e entrou em coma induzido em um hospital de Campinas. Na mesma semana, um edema cerebral seguido de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), segundo o parente, foram fatais.
“A gente estava com esperança e achamos que ela não ia morrer, porque começou a desinchar.”
O corpo de Laura foi enterrado na manhã de segunda-feira (30) sob comoção de amigos e parentes. Segundo o tio, a doação de órgãos chegou a ser cogitada, mas não foi possível por conta da contaminação. O laudo laboratorial ainda não foi emitido.
“Não pudemos nem dar o coração para dar vida a outro adolescente.”

Menina que morreu por febre maculosa foi enterrada em Salto (Foto: Priscila Mota/TV TEM)
A menina completou 15 anos na última terça-feira (24), enquanto estava em coma no hospital. O parente suspeita que a contaminação pode ter ocorrido por meio de carrapatos em capivaras em um lago próximo da casa, local onde a estudante costumava andar de bicicleta.
De acordo com a Prefeitura de Salto, a cidade registrou um caso positivo para a doença no início deste ano. O morador teria sido infectado na região norte do país, mas foi tratado e se recuperou.
A administração também garante que há placas instaladas em áreas onde há carrapato-estrela e que orienta os moradores da área rural.
Os sintomas da doença normalmente aparecem entre dois e 14 dias após a picada do inseto. Os pacientes podem ter dor de cabeça, febre alta, dores no corpo, calafrios e apresentar manchas vermelhas pelo corpo.
Além de capivaras, o carrapato-estrela também pode ser encontrado em bois, cavalos, cães, aves e roedores.

Doença é transmitida pelo carrapato-estrela (Foto: Reprodução TV TEM)
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