Está chegando um dia de extrema importância para a comunidade negra de Marília, o Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, um evento que surge da

Redação Publicado em 24/07/2018, às 00h00 - Atualizado às 16h54
Está chegando um dia de extrema importância para a comunidade negra de Marília, o Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, um evento que surge da iniciativa do coletivo Negras Ginga voltado para as questões e discussões étnico-raciais que prioriza e nas problemáticas que tange à mulher negra: racismo, machismo e sexismo.
A data a ser comemorada é o dia 25 de julho, que surgiu da junção de várias mulheres negras no ano de 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, quando aconteceu o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, onde “essas mulheres internacionalizaram o debate que faz surgir o movimento das mulheres afro-latinas e caribenhas, contribuindo desta maneira para a criação da maior antena preta feminista”.
Essa união permitiu a aproximação de profissionais de comunicação, cultura, acadêmicos e áreas afins que hegemonizaram a luta negra na diáspora de forma continental. Data que nos dias de hoje, temos orgulho em comemorar.
Em Marília um grande evento será realizado nesta quarta-feira (25), às 19h30, no Teatro Municipal “Waldir Silveira Mello”, com várias atrações e a entrada será um quilo de alimento não perecível.
O 25 de Julho inaugura o feminismo negro via aglutinação da resistência não é uma data qualquer para as mulheres negras e em 2 de junho de 2014 a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei nº 12.987/2014, que “é instituído o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, a ser comemorado anualmente em 25 de julho”.
E isto significa o rompimento com um feminismo que nunca nos contemplou. Resgata a luta das mulheres negras da diáspora, iniciada ainda na década 70, através das feministas negras em pontos diferentes da diáspora.
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