Ao menos 538 blocos se inscreveram para sair no carnaval de rua de 2019 na cidade de São Paulo, segundo representantes da Secretaria Municipal das Prefeituras

Redação Publicado em 13/11/2018, às 00h00 - Atualizado às 16h44
Ao menos 538 blocos se inscreveram para sair no carnaval de rua de 2019 na cidade de São Paulo, segundo representantes da Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais. A Prefeitura participou nesta terça-feira (13) de uma reunião realizada na sede do Ministério Público para debater a folia do próximo ano.
Segundo Lúcio Costa, representante das Prefeituras Regionais, tanto o número de blocos quanto de desfiles deve crescer 20% em 2019 em relação ao anterior, com a possibilidade de chegar a 645 desfiles. Em 2018, foram 491 blocos no calendário oficial do carnaval paulistano
No debate promovido pelo MP nesta terça, o promotor César Ricardo Martins, responsável por inquéritos civis que acompanham os grandes eventos na capital, defendeu a necessidade de planos de emergência no Metrô. O objetivo é evitar problemas como o ocorrido em 2018 principalmente em estações das linhas Verde-2 e Amarela-4, onde o excesso de foliões dificultou acesso aos trens.
“Já temos a expectativa de um carnaval maior [no próximo ano] e temos que imaginar que em virtude das inscrições feitas, iremos ter maior necessidade de infraestrutura e planejamento, como banheiros químicos e fechamento de ruas, e implicar talvez no aumento de vias onde pode acontecer estes desfiles”, disse o promotor.
O promotor César Ribeiro Martins defendeu que a Prefeitura indefira a inscrição de blocos que, neste ano, fizeram a inscrição e participaram do planejamento, mas que, na hora marcada, não saíram nas ruas.
Segundo a Prefeitura, desistências devem ser comunicadas com 30 dias de antecedência e, caso não compareçam no dia da folia, serão proibidos de desfilar por dois anos consecutivos, conforme definido em um guia de regras publicado pela administração municipal e distribuído aos representantes dos blocos.

Avenida Faria Lima, na Zona Oeste, durante passagem de bloco em janeiro de 2018 — Foto: Reprodução/TV Globo
O representante do MP se disse “preocupado” com a região da Faria Lima onde, segundo ele, dois desfiles acabaram e “foram envolvidos em uma massa”. “Para Pinheiros, a área da Faria Lima, eu vou querer um planejamento muito melhor”, salientou Martins.
Participaram do evento representantes dos blocos, da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana e moradores de áreas como Pinheiros, Sé e Vila Madalena.
“Quem quiser fazer desfile e ensaio antes do calendário oficial deve apresentar requerimento à Prefeitura ainda neste ano, para que haja tempo hábil para serem apreciados e organizados”, disse o promotor. “Isso porque os moradores não são informados e acabam tendo contato com isso quando querem fazer seu itinerário e saindo de casa”, acrescentou ele.
Além disso, “todos os blocos que desfilaram na avenida 23 de maio serão realocados para outros locais, porque a 23 de Maio não será mais utilizada”, disse o promotor.
A PM informou que já começaram as tratativas com a Prefeitura para definir as regras de cadastramento de ambulantes e os trajetos dos blocos, para que haja fluidez e segurança na saída dos foliões em direção às estações de Metrô e CPTM, além de melhor distribuição das atrações no mesmo dia e horário pela cidade, para que não haja sobrecarga de público em um só lugar.
Uma nova audiência pública será realizada dia 20 de novembro para debater o andamento do planejamento e as rotas dos desfiles de rua.
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