Após os Estados Unidos anunciarem a saída da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Israel também informou, nesta

Redação Publicado em 12/10/2017, às 00h00 - Atualizado às 16h39
Após os Estados Unidos anunciarem a saída da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Israel também informou, nesta quinta-feira (12), sua retirada da entidade. Segundo os dois países, o motivo foi a postura anti-israelense da entidade. Para Israel, a atuação da Unesco tornou-se um “teatro do absurdo”.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu “deu a instrução ao Ministério das Relações Exteriores para preparar a retirada de Israel da organização, paralelamente aos Estados Unidos”, afirma uma nota de seu gabinete. “A Unesco se tornou o teatro do absurdo, onde se deforma a história, em vez de preservá-la”, acrescentou.
No ano passado, Israel anunciou a suspensão de sua cooperação com a Unesco, um dia depois de uma votação criticada pelos israelenses sobre um local sagrado de Jerusalém. Do ponto de vista israelense, a decisão seria uma negação do vínculo milenar entre os judeus e a cidade.
Na resolução aprovada pelos estados membros da Unesco, Israel foi criticada por restringir o acesso de muçulmanos a um local, reverenciado por judeus e muçulmanos, que é conhecido por judeus como Monte do Templo e por muçulmanos como al-Aqsa our Haram al-Sharif.

Estados Unidos anunciam saída da Unesco
Os EUA reduziram substancialmente suas contribuições em dinheiro para a Unesco em 2011, em protesto contra a decisão de permitir o ingresso pleno dos palestinos na entidade.
Na época, o financiamento norte-americano equivalia a pouco mais de 20% das verbas totais da Unesco, a primeira agência da ONU em que os palestinos buscaram integração como membro total.
Israel classificou a saída dos EUA como o “início de uma nova era”.
No início de julho, os Estados Unidos haviam advertido que analisavam seus vínculos com a Unesco, chamando de “uma afronta à história” a decisão do órgão de declarar a antiga cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada, uma “zona protegida” do patrimônio mundial.
Na ocasião, a embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou que esta iniciativa “desacreditava ainda mais uma agência da ONU já altamente discutível”.
O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco inscreveu a Cidade Velha de Hebron nessa lista como um local “de valor universal excepcional”. Também colocou esta cidade, localizada nos territórios palestinos, na lista de patrimônios em perigo.
Hebron é o lar de 200 mil palestinos e centenas de colonos israelenses, que estão entrincheirados em um enclave protegido por soldados israelenses perto do local sagrado, que os judeus chamam de o túmulo dos Patriarcas e os muçulmanos, de Mesquita de Ibrahim.
A entidade lamentou publicamente a saída dos EUA como país membro da organização.
A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse lamentar profundamente a decisão dos EUA de se retirar da entidade, após ter recebido a notificação oficial do secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson.
Bokova acrescentou que a decisão dos EUA marca uma perda para o multilateralismo e para a “família das Nações Unidas”.
Leia também

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

MEC disponibiliza manual a profissionais de alfabetização

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Brasil vence Egito, mas Ancelotti segue com dúvidas antes da estreia na Copa

Delegacia de Defesa da Mulher Online de SP registrou mais de 60 mil BOs de vítimas de violência doméstica em 2 anos de pandemia

Motorista de Porsche provoca colisão com motos e carros após perder o controle na Zona Sul de São Paulo

Tebet diz que família Bolsonaro fabricou crise com os EUA e critica atuação contra interesses do Brasil

Após recaída, Rafael Cardoso inicia tratamento em clínica de reabilitação

Fachin cria grupo para revisar penduricalhos e padronizar pagamentos

MEC prorroga inscrições do Enem 2026 e candidatos ganham mais uma semana para se cadastrar