Após passar toda a campanha para o 1º turno escondendo sua ligação com o governador João Doria (PSDB), o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, Bruno

Redação Publicado em 14/11/2020, às 00h00 - Atualizado às 21h39
Após passar toda a campanha para o 1º turno escondendo sua ligação com o governador João Doria (PSDB), o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas , voltou a ficar ao lado do seu padrinho político. Neste domingo (15), ele vai acompanhar o voto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de Doria.
Na parte da manhã, ele tomará café com a ex-prefeita Marta Suplicy, que era uma das pré-candidatas para a corrida eleitoral pelo Solidariedade. Ela acabou rompendo com o partido para apoiar individualmente o tucano. O gesto de Covas tem como objetivo passar a ideia de criação de uma “frente ampla” para vencer no 2º turno.
No início de seus últimos atos de campanha, Covas vai se deslocar da casa de Marta até Higienópolis, bairro nobre da capital, para acompanhar a votação de FHC. Até pouco tempo o ex-presidente estava em dúvida se votaria devido ao risco de aglomeração por conta da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).
Em seguida, o prefeito vai ao encontro de Doria, que vota no Jardins. Neste sábado (14), o Covas esteve em Pinheiros e participou de um ato ao lado do tio, o vereador Mário Covas Neto, candidato do Podemos.
“A coligação que eu represento se chama ‘Todos por São Paulo’. Esses três – Marta, FHC e Doria – mostram exatamente isso, a ampliação de esforços”, disse Covas.
Questionado sobre a ausência da marca PSDB na campanha, o prefeito fez uma piada recorrente. “Costumo dizer que não foi uma cegonha que me trouxe, mas um tucano. Sou tucano de berço e não nego isso para ninguém.”
Na agenda em Pinheiros, o prefeito também foi questionado sobre ação movida por Márcio França (PSB), que acusa o tucano de abuso de poder econômico por suposto uso da máquina na campanha.
Covas comparou o adversário ao presidente Donald Trump, que não reconheceu a vitória de seu adversário das eleições. “Quando a gente sai candidato, tem que estar preparado para duas possibilidades: ganhar ou perder. Parece que Donald Trump está fazendo escola no Brasil”, afirmou.
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IG
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