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Ataques cibernéticos comprometem sistemas e provocam atrasos em aeroportos europeus

Na Alemanha, autoridades desligaram conexões do sistema em Berlim como medida de proteção, o que gerou longas filas no check-in

As administrações dos aeroportos afetados recomendaram que os passageiros confirmem a situação de seus voos junto às companhias aéreas antes de se dirigirem aos terminais - Imagem: Reprodução/DWS
As administrações dos aeroportos afetados recomendaram que os passageiros confirmem a situação de seus voos junto às companhias aéreas antes de se dirigirem aos terminais - Imagem: Reprodução/DWS

Redação Publicado em 20/09/2025, às 16h36


Um ataque cibernético atingiu, neste sábado (20), os sistemas de check-in e embarque de grandes aeroportos da Europa, resultando em atrasos e cancelamentos de voos. Entre os terminais mais afetados estão o Heathrow, em Londres, além dos aeroportos de Bruxelas e Berlim.

O alvo foi a Collins Aerospace, subsidiária da americana RTX Corp., responsável pelo software MUSE, utilizado mundialmente para autoatendimento, emissão de cartões de embarque e despacho de bagagens. A empresa confirmou o ataque, classificando os efeitos como “limitados”, e destacou que medidas manuais foram adotadas para reduzir os impactos.

Na Alemanha, autoridades desligaram conexões do sistema em Berlim como medida de proteção, o que gerou longas filas no check-in. Já o Heathrow atribuiu o problema a uma “falha técnica” de seu fornecedor e pediu que os passageiros se preparassem para possíveis atrasos.

Em Bruxelas, a pane começou ainda na noite de sexta-feira (19). Sem os recursos automáticos, funcionários tiveram de operar manualmente, o que levou ao cancelamento de pelo menos 10 voos e ao atraso de outros 17 por mais de uma hora, segundo a Deutsche Welle.

Apesar do cenário crítico, alguns terminais não foram impactados, como os de Frankfurt, Zurique e os da região de Paris (Roissy, Orly e Le Bourget), que seguiram funcionando normalmente.

As administrações dos aeroportos afetados recomendaram que os passageiros confirmem a situação de seus voos junto às companhias aéreas antes de se dirigirem aos terminais.

O episódio ocorre um dia após o aeroporto de São Petersburgo, na Rússia, relatar que seu site também havia sido alvo de hackers.


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