Expectativa gira em torno da Lei Magnitsky e possíveis sanções a ministros do STF que votaram contra Bolsonaro

Redação Publicado em 13/09/2025, às 09h47
O clima para as manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que eram esperadas para este fim de semana, deu uma esfriada. O motivo, segundo aliados próximos, é uma mudança de estratégia: em vez de irem para as ruas agora, eles estão em espera por um fato novo que possa dar mais força ao movimento. A principal aposta está em uma possível ação vinda dos Estados Unidos, com o ex-presidente Donald Trump aplicando duras sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a recente condenação de Bolsonaro, a expectativa no seu círculo político é que Trump utilize uma lei americana, conhecida como Lei Magnitsky, para punir os membros da Corte que votaram contra o ex-presidente. Essa esperança de uma intervenção externa se tornou o principal foco do grupo, que agora aguarda os próximos passos do aliado americano antes de convocar novas mobilizações populares.
Quem estaria na mira?
As conversas entre os aliados indicam que o alvo principal seriam os integrantes da primeira turma do STF que acompanharam a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Os nomes que estariam na lista para as possíveis sanções são os de Carmen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin. A expectativa é que as medidas não se restrinjam somente aos magistrados, mas que possam afetar também seus familiares e até mesmo escritórios de advocacia ligados a eles.
No entanto, não há um consenso sobre quando essas punições poderiam acontecer. Uma parte do grupo acredita que Trump agirá de forma mais cautelosa, esperando a publicação oficial dos votos pelo STF, o que pode levar até 60 dias. Outra ala, mais otimista, espera uma atitude mais rápida, talvez já na próxima semana.
Além da aposta em Trump, os aliados de Bolsonaro consideram um “plano B”, recorrer a tribunais internacionais. A base para essa ação seria o voto do ministro Luiz Fux, que divergiu da maioria e citou acordos internacionais dos quais o Brasil faz parte. O argumento central seria o de que os réus não tiveram seu direito de defesa plenamente garantido, o que, segundo eles, violaria direitos fundamentais e poderia ser questionado em cortes fora do país.
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