A decisão de Lula provoca reações intensas entre opositores, que prometem reverter o veto nas primeiras sessões do Congresso em 2026

Letícia Sales Publicado em 08/01/2026, às 13h33
A reação da oposição ao veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado "PL da Dosimetria" foi imediata e contundente. Parlamentares de partidos como PL e Solidariedade classificaram a decisão como um ato de "vingança" e "perseguição política", prometendo trabalhar para derrubá-la nas primeiras sessões do Congresso Nacional em 2025.
O deputado Paulinho da Força, relator do projeto na Câmara, acusou o presidente de desconsiderar a construção coletiva do Poder Legislativo e de reabrir tensões políticas. Em nota oficial, ele afirmou que o veto envia um sinal de que o Brasil não busca a paz institucional. O parlamentar disse estar empenhado em derrubar a decisão presidencial para, em suas palavras, contribuir com a pacificação do país.
A crítica foi ecoada por outros nomes importantes da oposição. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, declarou em suas redes sociais que Lula sabe que o veto será derrubado. Ele interpretou a decisão como uma demonstração do que chamou de ódio da esquerda contra patriotas, a direita e os conservadores.
A família Bolsonaro também se manifestou. Carlos Bolsonaro descreveu a situação como "vingança" e "exceção permanente", negando que haja justiça nos processos. Já o senador Flávio Bolsonaro prometeu trabalhar na primeira sessão do Congresso para reverter o veto, pedindo "justiça, segurança e respeito ao cidadão de bem".
No Senado, o líder da oposição, Rogério Marinho, defendeu a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros que ele denominou "presos políticos". Marinho argumentou que faltou grandeza a Lula para promover uma reconciliação nacional, algo que, segundo ele, líderes históricos fizeram por meio de anistias em momentos ainda mais graves.
O tom das reações indica que o veto presidencial deve se transformar no primeiro grande embate político do ano no Congresso. A promessa de derrubada coloca a matéria no centro de uma disputa que mistura narrativas sobre justiça, reconciliação e memória dos eventos de 8 de janeiro, assegurando que o tema permanecerá em alta na agenda nacional.

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