Presidente afirma que ex-ministro deixou vínculo com banco privado ao aceitar convite para integrar o governo federal

Redação Publicado em 06/02/2026, às 11h14
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o ex-ministro Ricardo Lewandowski após a divulgação de um contrato de R$ 5 milhões com o Banco Master, afirmando que não vê irregularidades na contratação e elogiando a trajetória do jurista.
Lula destacou que Lewandowski rompeu seu vínculo com o banco antes de assumir um cargo no governo, o que, segundo ele, elimina qualquer conflito de interesses e ressalta a normalidade de juristas atuarem no setor privado.
A declaração de Lula surge em um contexto de críticas nas redes sociais e no meio político sobre o contrato, refletindo um esforço do governo para mitigar desgastes envolvendo membros do primeiro escalão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski após a divulgação de um contrato firmado entre o jurista e o Banco Master, que teria rendido cerca de R$ 5 milhões ao seu escritório de advocacia.
Em entrevista ao UOL, Lula afirmou que não vê irregularidade na contratação e destacou a trajetória profissional de Lewandowski, que deixou o Supremo Tribunal Federal antes de atuar na iniciativa privada.
“O Lewandowski é um dos maiores juristas que este País já produziu. E todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer empresa que esteja com qualquer dificuldade. E o Lewandowski tinha deixado a Suprema Corte, ele fez um contrato para trabalhar no banco. Quando eu o convidei para vir, ele saiu do banco. Sabe, não tem problema nenhum. Todo mundo trabalha para alguma empresa neste País”, afirmou o presidente.
A declaração foi dada após questionamento sobre reportagem do portal Metrópoles, que revelou a existência do contrato entre o escritório de Lewandowski e o Banco Master, firmado após sua saída do STF e antes de assumir cargo no governo federal.
Segundo Lula, o ponto central é que Lewandowski rompeu o vínculo com a instituição privada ao aceitar o convite para integrar a gestão, afastando qualquer possibilidade de conflito de interesses durante o exercício da função pública.
O presidente também aproveitou a fala para reforçar que a atuação de profissionais renomados no setor privado é prática comum no país e não deve ser automaticamente associada a irregularidades. Para ele, a experiência acumulada por juristas e técnicos qualificados é justamente o que os torna requisitados tanto por empresas quanto pelo Estado.
O contrato citado tornou-se alvo de críticas e questionamentos nas redes sociais e no meio político, especialmente pelo valor envolvido. A defesa pública feita por Lula ocorre em meio a um esforço do governo para conter ruídos e desgastes envolvendo integrantes ou ex-integrantes do primeiro escalão.
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