Diário de São Paulo
Siga-nos
Tentativa de Golpe

Julgamento de Bolsonaro e outros acusados é projetado para 2025

O ex-presidente foi condenado junto com mais 36 pessoas sob acusação de tentativa de golpe

O ex-presidente foi condenado junto com mais 36 pessoas sob acusação de tentativa de golpe - Imagem: Divulgação / STF
O ex-presidente foi condenado junto com mais 36 pessoas sob acusação de tentativa de golpe - Imagem: Divulgação / STF

Gabriela Thier Publicado em 22/11/2024, às 14h39


A investigação conduzida pela Polícia Federal, que resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras 36 pessoas sob a acusação de tentativa de golpe de Estado e subversão da ordem democrática, está prestes a ser encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Este movimento ocorre após o inquérito ter sido entregue ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá um prazo de 15 dias para decidir sobre a apresentação de denúncias formais contra os envolvidos ao STF. Durante este período, as defesas dos acusados também terão a oportunidade de se pronunciar. Contudo, devido ao recesso de fim de ano da Suprema Corte, que inicia em 19 de dezembro e se estende até 1º de fevereiro de 2025, qualquer julgamento sobre eventuais denúncias deve ocorrer apenas no próximo ano.

Em um desenvolvimento relacionado, o tenente-coronel Mauro Cid, antigo ajudante de ordens de Bolsonaro, prestou novo depoimento ao STF. Este depoimento visou esclarecer omissões e contradições identificadas pela Polícia Federal em uma audiência anterior. O ministro Alexandre de Moraes decidiu manter o acordo de delação premiada com Cid, considerando que ele elucidou as questões pendentes. O depoimento atualizado foi remetido novamente à PF para aprofundar as investigações.

Durante seu depoimento à Polícia Federal, Cid negou envolvimento ou conhecimento do alegado plano golpista que visava atentar contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro Moraes. No entanto, as investigações indicam que uma das reuniões conspiratórias ocorreu na residência do general Braga Netto em Brasília, em novembro de 2022, com a presença confirmada de Cid.

No ano anterior, Mauro Cid firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, comprometendo-se a revelar informações confidenciais relativas ao governo Bolsonaro. Entre os tópicos prometidos estão as transações envolvendo joias sauditas e alegações de fraude nos cartões de vacinação do ex-presidente.


últimas notícias