Crime teria ocorrido por oportunidade, segundo autoridades; cinco suspeitos foram presos em flagrante

Lívia Gennari Publicado em 20/01/2026, às 13h22
A Polícia Civil de São Paulo avalia que o sequestro envolvendo o juiz e auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro, do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), ocorreu por oportunidade, sem qualquer planejamento prévio. Segundo autoridades, os criminosos teriam agido ao perceber uma distração da vítima, e não há indícios de que o magistrado tenha sido estudado pelos criminosos.
Magro foi abordado na noite do último domingo (18) na Avenida Rebouças, no Jardim América, Zona Oeste da capital, enquanto parava o carro por alguns instantes. Ele foi levado por dois homens diretamente para uma residência em Osasco, usada como cativeiro. Durante o período de sequestro, a vítima sofreu forte coação e, após a libertação, precisou ser encaminhado a um hospital.
De acordo com o delegado-geral Arthur Dian, cinco suspeitos foram presos em flagrante. Todos já tinham antecedentes criminais e faziam parte de uma quadrilha especializada em sequestro-relâmpago, incluindo um menor de idade.
Os criminosos cogitaram invadir o apartamento de Magro, mas desistiram ao perceberem que o acesso exigia autorização. Segundo autoridades, não há indícios de que a vítima tenha sido estudada previamente pelos sequestradores. Tentativas de transferências bancárias foram feitas, mas não concluídas.
Juiz caiu em golpe há 5 anos
Magro já havia sido vítima de um sequestro relacionado ao "golpe do amor" em 2021, quando também foi atraído para um encontro por meio de aplicativo de namoro, segundo Fabio Nelson, diretor da Divisão Antissequestro (DAS) de São Paulo.
Segundo Nelson, a experiência anterior levou Magro a adotar medidas de segurança, como uma palavra-chave combinada com o companheiro, que ajudou a evitar que os criminosos tivessem acesso ao apartamento.
O magistrado faz parte do TIT, órgão vinculado à Secretaria da Fazenda, responsável por julgar processos administrativos tributários, composto por juízes representantes da Fazenda e dos contribuintes.
Os cinco presos foram levados à 2ª Delegacia Antissequestro (DAS), no Centro de São Paulo, e devem responder pelo sequestro-relâmpago. A polícia segue investigando se há outros envolvidos e a dinâmica completa do crime.
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