Homem morreu após trocar tiros com policiais em Guaianases; tenente da Rota foi baleado na cabeça no último sábado, em São Caetano do Sul

Redação Publicado em 01/07/2026, às 21h05
Um homem apontado pela Polícia Militar (PM) como suspeito de envolvimento no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santosmorreu após trocar tiros com policiais na manhã desta quarta-feira (1º), em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a corporação, ele seria responsável por dar apoio logístico à ação criminosa. A Polícia Civil, no entanto, ainda vai apurar se o suspeito teve participação no ataque.
De acordo com a PM, equipes receberam informações de que o homem poderia ter colaborado com a ação criminosa que terminou com o oficial baleado na cabeça no último sábado (28), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Durante a tentativa de abordagem, o suspeito, que estava dentro de um veículo, teria reagido, dando início ao confronto. Ele foi atingido e morreu no local.
Em nota, a Polícia Militar informou que o caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil e reforçou que ainda não há confirmação sobre o envolvimento do homem no atentado. Segundo a corporação, a investigação definirá se ele realmente participou da ação contra o policial.
Relembre o caso
O tenente Ronickson Pimentel, de 39 anos, foi baleado enquanto aguardava a abertura de um semáforo em São Caetano do Sul. Segundo as investigações, os disparos foram feitos por dois homens que estavam em uma motocicleta. Após o ataque, o policial foi socorrido pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, e levado inconsciente ao Hospital Mário Covas, onde passou por uma cirurgia neurológica considerada complexa.
Integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), ele é irmão de Eloá Pimentel, adolescente assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, Lindemberg Alves.
As investigações avançaram nos últimos dias e levaram ao reforço das operações para localizar os envolvidos. O veículo utilizado para transportar o atirador foi encontrado escondido sob uma lona em um estacionamento de Guaianases. No local, peritos recolheram impressões digitais e vestígios biológicos que poderão auxiliar na identificação dos participantes do crime.
Até o momento, dois suspeitos já foram presos por possível participação no atentado. A polícia, no entanto, afirma que o autor dos disparos ainda não foi identificado e permanece foragido.
Ronickson Pimentel continua internado. Segundo informações da polícia, o oficial apresenta evolução clínica considerada positiva e tem respondido bem ao tratamento médico. Paralelamente, a investigação também busca esclarecer a motivação do atentado, incluindo a hipótese de que o ataque tenha relação com uma ocorrência policial registrada em maio de 2024.
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