Tribunal de Contas aponta cobrança irregular de taxa e determina suspensão de descontos; valores já somam R$ 81,7 milhões até agosto de 2025

Redação Publicado em 26/03/2026, às 10h03
O acesso indevido do PicPay a dados pessoais de servidores do Governo do Distrito Federal para oferecer empréstimos consignados gerou preocupações sobre a privacidade e a segurança das informações no setor público.
Uma auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal revelou irregularidades, incluindo a cobrança de taxas em uma modalidade que deveria ser isenta, com descontos na folha de pagamento totalizando R$ 81,7 milhões até agosto de 2025.
O TCDF determinou a suspensão imediata de novos descontos relacionados ao PicPay, enquanto a Secretaria de Economia nega o compartilhamento de dados, e o caso pode resultar em desdobramentos jurídicos sobre a proteção de dados e a gestão de informações sensíveis.
Uma nova frente de preocupação com o uso de dados pessoais no setor público veio à tona após a revelação de que o PicPay teve acesso indevido a informações de servidores do Governo do Distrito Federal para ofertar empréstimos consignados por meio de mensagens SMS.
A prática surpreendeu funcionários públicos, que afirmam não ter autorizado o compartilhamento de seus dados. Ainda assim, receberam mensagens diretas com ofertas de “antecipação salarial”, como: “Seu saldo já está liberado! Antecipe parte do seu salário sem juros e receba o valor na hora”.
O caso ganhou dimensão após auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal identificar possíveis irregularidades na operação. Segundo o órgão, além do acesso questionável às informações pessoais, a fintech também estaria cobrando taxas em uma modalidade que, por lei local, deveria ser isenta de custos para o servidor.
De acordo com os dados levantados, os descontos realizados diretamente na folha de pagamento alcançaram R$ 81,7 milhões até agosto de 2025. O crescimento acelerado chamou a atenção: foram R$ 11,7 milhões em 2024 e R$ 70 milhões apenas nos primeiros oito meses do ano seguinte.
A Secretaria de Economia do Distrito Federal nega qualquer compartilhamento de dados e afirma seguir rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Em nota, a pasta reforçou que apenas autorizou a utilização de espaço físico no Palácio do Buriti para divulgação institucional da empresa, sem repasse de informações.
Apesar disso, o TCDF determinou, em fevereiro de 2026, a suspensão imediata de novos descontos relacionados ao serviço do PicPay. O tribunal argumenta que, mesmo que a cobrança de taxa seja apresentada como opcional, ela fere o princípio básico da consignação em folha — que deve ser livre de encargos.
Outro ponto levantado pelo órgão é a delegação da gestão das consignações à BRB Serviços S.A., o que, segundo o tribunal, exige maior rigor na fiscalização para evitar fraudes e irregularidades.
Até o momento, nem o PicPay nem o BRB se manifestaram oficialmente sobre as conclusões da auditoria.
O caso levanta questionamentos sobre a segurança dos dados de servidores públicos e pode ter desdobramentos jurídicos, especialmente no âmbito da proteção de dados e da responsabilidade na gestão de informações sensíveis.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Carol Barcellos vence fuso e falta de espaço em treino intenso em Tóquio

CBF notifica 99, BYD, Bradesco e Nubank por suposto marketing de emboscada durante a Copa

VÍDEO: pastor é flagrado fazendo sexo com menor de idade nos fundos de igreja

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

Cristiano Ronaldo se incomoda com pergunta sobre Messi e se recusa a responder

Justiça condena Nego Di a mais de 14 anos de prisão em novo caso

Cristiano Ronaldo faz história e Portugal atropela o Uzbequistão na Copa do Mundo

Infantino confirma presença de Trump na final da Copa de 2026 e diz que presidente dos EUA entregará taça ao campeão

Seleção do Irã pede paz entre nações em carta deixada no vestiário após jogo da Copa